UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
O DM2 é uma das desordens mais comuns na atenção primária à saúde (APS). As medicações usadas, nesse tipo de tratamento, têm mecanismos de ações diferentes, e a escolha depende de valores glicêmicos e de particularidades dos usuários, como idade, peso, risco e benefícios, presença de complicações, condições socioeconômicas, entre outros. Sobre o tratamento com os antidiabéticos orais, é correto afirmar que:
Inibidores SGLT2 → glicosúria, baixo risco hipoglicemia, perda peso, proteção cardiovascular e renal.
Os inibidores do SGLT2 são uma classe de antidiabéticos orais que promovem a excreção de glicose na urina (glicosúria), resultando em redução da glicemia, perda de peso e, notavelmente, benefícios cardiovasculares e renais comprovados, com baixo risco de hipoglicemia.
O tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) evoluiu significativamente, com o surgimento de novas classes de medicamentos que oferecem não apenas controle glicêmico, mas também benefícios cardiovasculares e renais. A escolha do antidiabético oral deve ser individualizada, considerando fatores como idade, peso, comorbidades, risco de hipoglicemia e condições socioeconômicas do paciente. É fundamental que o médico conheça os mecanismos de ação e os perfis de segurança e eficácia de cada classe. Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2) representam uma classe terapêutica inovadora. Eles atuam nos rins, promovendo a excreção de glicose na urina (glicosúria), o que leva à redução da glicemia de forma independente da insulina. Além do controle glicêmico, esses medicamentos demonstraram consistentemente benefícios importantes, como perda de peso, redução da pressão arterial e, crucialmente, redução de eventos cardiovasculares maiores, hospitalizações por insuficiência cardíaca e progressão da doença renal crônica. Diferentemente de outras classes, como as sulfonilureias (que aumentam a secreção de insulina e têm risco de hipoglicemia e ganho de peso) ou as glitazonas (que aumentam a sensibilidade à insulina, mas podem causar retenção hídrica e fraturas), os inibidores do SGLT2 oferecem um perfil de segurança favorável em relação à hipoglicemia e um impacto positivo em desfechos cardiorrenais. Isso os torna uma opção de primeira linha para muitos pacientes com DM2, especialmente aqueles com doença cardiovascular estabelecida ou alto risco.
Além de reduzir a glicemia, os inibidores do SGLT2 promovem perda de peso, reduzem a pressão arterial e, mais importante, demonstraram reduzir eventos cardiovasculares maiores (MACE), hospitalizações por insuficiência cardíaca e progressão da doença renal crônica.
Eles atuam nos rins, inibindo o cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2) no túbulo contorcido proximal, o que impede a reabsorção de glicose e sódio, levando à glicosúria e natriurese, e consequentemente à redução da glicemia.
As principais contraindicações incluem insuficiência renal grave. Efeitos adversos comuns são infecções geniturinárias (micose), poliúria e, raramente, cetoacidose euglicêmica.
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