Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023
Os inibidores da proteína co-transportadora SGLT2 (ISGLT2) inaugurou uma nova era no tratamento da insuficiência cardíaca IC em pessoas com diabetes.
ISGLT2 controlam glicemia + ↓ internações por IC e mortalidade cardiovascular.
Os inibidores da SGLT2 não apenas controlam a glicemia em pacientes com diabetes, mas também demonstraram um impacto significativo na fisiopatologia da insuficiência cardíaca, reduzindo expressivamente as internações e a mortalidade cardiovascular, tornando-os uma classe terapêutica fundamental.
Os inibidores da proteína co-transportadora SGLT2 (ISGLT2) representam uma classe de fármacos inicialmente desenvolvida para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, atuando na inibição da reabsorção de glicose nos túbulos renais. No entanto, sua importância se expandiu significativamente com a descoberta de seus potentes efeitos cardiovasculares e renais, inaugurando uma nova era no manejo da insuficiência cardíaca. A fisiopatologia dos benefícios dos ISGLT2 na insuficiência cardíaca é multifatorial. Eles promovem diurese osmótica e natriurese, reduzindo a volemia e a congestão, além de diminuírem a pré e pós-carga cardíaca. Outros mecanismos incluem melhora da função endotelial, redução do estresse oxidativo e inflamação, e otimização do metabolismo energético miocárdico, contribuindo para a redução de internações e mortalidade cardiovascular. Para residentes, é crucial entender que os ISGLT2, como dapagliflozina e empagliflozina, são agora pilares no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), independentemente do status diabético do paciente. Seu uso deve ser considerado precocemente para otimizar o prognóstico e a qualidade de vida, sendo uma ferramenta poderosa na prática clínica.
Os ISGLT2 atuam por múltiplos mecanismos, incluindo diurese osmótica, natriurese, melhora da função endotelial, redução da pré e pós-carga cardíaca, e efeitos metabólicos e anti-inflamatórios, que juntos contribuem para a melhora da IC.
Os principais inibidores SGLT2 incluem dapagliflozina, empagliflozina e canagliflozina, todos com evidências robustas de benefícios cardiovasculares e renais, além do controle glicêmico.
Não. Estudos recentes demonstraram que os ISGLT2 são benéficos para pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), independentemente da presença de diabetes mellitus, expandindo suas indicações.
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