UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024
Em relação à fisiopatologia da insuficiência cardíaca, sabemos que quando há diminuição do débito cardíaco, são estimulados sistemas de adaptação cardíaca, de forma compensatória. O tratamento medicamentoso capaz de prolongar a sobrevida dos pacientes portadores de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida inclui medicações que classicamente foram desenvolvidas para pacientes diabéticos, mas que no decorrer dos estudos científicos, se mostraram muito eficazes nos pacientes cardiopatas, sendo eles diabéticos ou não. Marque a alternativa que demonstra medicação que diminui a mortalidade desses pacientes:
ICFER: Inibidores SGLT-2 ↓ mortalidade e hospitalizações, mesmo em não diabéticos.
Os inibidores de SGLT-2, inicialmente para diabetes, demonstraram benefício cardiovascular robusto em pacientes com ICFER, independentemente do status diabético. Seu mecanismo de ação vai além do controle glicêmico, impactando favoravelmente a hemodinâmica e o metabolismo cardíaco.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) é uma síndrome clínica complexa caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente para atender às demandas metabólicas do corpo. É uma condição prevalente, especialmente em idosos, e associada a alta morbimortalidade, sendo uma das principais causas de hospitalização e morte em todo o mundo. A compreensão de sua fisiopatologia, que envolve a ativação de sistemas neuro-hormonais compensatórios, é crucial para o manejo. O diagnóstico da ICFER baseia-se em sintomas clínicos, sinais de congestão e disfunção ventricular esquerda documentada por exames de imagem, como o ecocardiograma. A fisiopatologia envolve uma cascata de eventos que levam à remodelação cardíaca, incluindo ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e do sistema nervoso simpático. O reconhecimento precoce e a estratificação de risco são fundamentais para iniciar o tratamento otimizado. O tratamento da ICFER evoluiu significativamente, com a introdução de medicamentos que comprovadamente prolongam a sobrevida. Os inibidores de SGLT-2 (como dapagliflozina e empagliflozina), inicialmente desenvolvidos para diabetes, demonstraram ser uma classe terapêutica revolucionária na ICFER, reduzindo mortalidade e hospitalizações, mesmo em pacientes sem diabetes. Eles atuam promovendo glicosúria e natriurese, com efeitos hemodinâmicos e metabólicos benéficos que melhoram a função cardíaca e renal.
Reduzem significativamente a mortalidade cardiovascular, hospitalizações por IC e eventos renais, independentemente da presença de diabetes.
Seus mecanismos de ação incluem melhora da função renal, redução da pré e pós-carga cardíaca, melhora do metabolismo miocárdico e efeitos anti-inflamatórios, que são benéficos para todos os pacientes com ICFER.
Devem ser considerados como parte do tratamento padrão para pacientes com ICFER sintomática, juntamente com betabloqueadores, iECA/BRA/sacubitril-valsartana e antagonistas do receptor mineralocorticoide.
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