CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Os inibidores de SGLT-2 (glifozinas) são importantes drogas antidiabéticas orais no combate ao Diabetes Mellitus tipo 2. Diante do seu mecanismo de ação glicosúrico qual efeito colateral comum à essas medicações?
Inibidores SGLT-2 → glicosúria → ↑ risco de infecções genitais (candidíase) e urinárias.
O mecanismo de ação dos inibidores de SGLT-2 envolve o bloqueio da reabsorção de glicose nos túbulos renais, resultando em glicosúria. Essa maior concentração de glicose na urina cria um ambiente propício para o crescimento de fungos e bactérias, explicando o aumento do risco de candidíase genital e infecções do trato urinário.
Os inibidores de SGLT-2, ou glifozinas (ex: empagliflozina, dapagliflozina), representam uma classe fundamental no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2, com benefícios cardiovasculares e renais comprovados. Seu mecanismo de ação único, que independe da secreção de insulina, os torna valiosos em diversas etapas da doença. É crucial para o residente compreender não apenas a eficácia, mas também o perfil de segurança dessas drogas. A fisiopatologia dos efeitos colaterais está diretamente ligada à glicosúria. Ao inibir o SGLT-2, há um aumento da excreção de glicose pela urina. Essa glicose serve como substrato para o crescimento de microrganismos, especialmente fungos (Candida spp.), na região genital, levando a um aumento da incidência de candidíase genital, tanto em homens quanto em mulheres. Infecções do trato urinário também podem ser mais frequentes. No manejo clínico, é importante orientar os pacientes sobre a higiene adequada e estar atento aos sintomas de infecções. Embora a candidíase genital seja um efeito colateral comum e geralmente leve, a cetoacidose diabética e a gangrena de Fournier são complicações raras, mas graves, que exigem alta suspeição e manejo imediato. A seleção do paciente e a monitorização são essenciais para otimizar os benefícios e minimizar os riscos.
Os inibidores de SGLT-2 bloqueiam o cotransportador de sódio-glicose tipo 2 nos túbulos renais, reduzindo a reabsorção de glicose e aumentando sua excreção urinária (glicosúria).
A glicosúria induzida pelas glifozinas eleva a concentração de glicose na urina e na região genital, criando um ambiente favorável para a proliferação de fungos, como a Candida.
Além da candidíase genital e infecções urinárias, podem ocorrer poliúria, desidratação, hipotensão, cetoacidose diabética e, raramente, fasceíte necrosante do períneo (gangrena de Fournier).
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