HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
São complicações esperadas com a utilização dos inibidores de SGLT-2, exceto: (MAXINE A. PAPADAKIS, STEPHEN J. MCPHEE, CURRENT MEDICAL DIAGNOSIS AND TREATMENT, CHAPTER 27 - 2022)
Inibidores SGLT-2 → NÃO exacerbam ICFER; pelo contrário, MELHORAM desfechos cardiovasculares e renais.
Os inibidores de SGLT-2 são conhecidos por seus benefícios cardiovasculares e renais, incluindo a melhora da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER). Portanto, a exacerbação da ICFER não é uma complicação esperada; na verdade, eles são indicados para o tratamento da ICFER, independentemente da presença de diabetes.
Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT-2) são uma classe de medicamentos revolucionária no tratamento do diabetes mellitus tipo 2, com benefícios que se estendem para além do controle glicêmico. Eles atuam bloqueando a reabsorção de glicose nos túbulos renais, promovendo a glicosúria e, consequentemente, a redução da glicemia. Além disso, têm demonstrado robustos efeitos cardioprotetores e renoprotetores, sendo atualmente indicados para pacientes com insuficiência cardíaca e doença renal crônica, independentemente da presença de diabetes. As complicações mais frequentemente associadas ao uso de inibidores de SGLT-2 incluem infecções genitais micóticas (como candidíase), infecções do trato urinário, poliúria e desidratação. Uma complicação mais rara, porém grave, é a cetoacidose diabética euglicêmica, que exige alta suspeição clínica. A gangrena de Fournier, uma fasceíte necrosante do períneo, é uma complicação extremamente rara, mas potencialmente fatal, que também foi associada a essa classe de medicamentos. É crucial para o residente entender que, ao contrário de exacerbar, os inibidores de SGLT-2 melhoram os desfechos em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), sendo uma terapia de primeira linha para essa condição. Sua capacidade de reduzir hospitalizações e mortalidade por IC representa um avanço significativo na cardiologia. A osteoporose não é uma complicação diretamente esperada, embora alguns estudos com canagliflozina tenham levantado preocupações sobre risco de fraturas em subgrupos específicos.
As complicações mais conhecidas incluem infecções genitais micóticas (candidíase), infecções do trato urinário, cetoacidose diabética euglicêmica e, mais raramente, gangrena de Fournier. A desidratação e hipotensão também podem ocorrer.
Os inibidores de SGLT-2 demonstraram reduzir significativamente o risco de hospitalização e mortalidade por insuficiência cardíaca, tanto em pacientes com diabetes tipo 2 quanto em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) sem diabetes.
É uma condição rara onde a cetoacidose diabética ocorre com níveis de glicose no sangue normais ou levemente elevados. Os inibidores de SGLT-2 promovem a glicosúria, o que pode levar a uma menor secreção de insulina e aumento da produção de corpos cetônicos, especialmente em situações de estresse metabólico.
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