DM2 e IC: Empaglifozina para Redução de Risco CV

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 63 anos, é atendida em ambulatório com história de Diabete tipo 2 e Hipertensão Arterial Sistêmica há 6 anos, insuficiência cardíaca classe III NYHA e obesidade (IMC de 32 Kg/m²). Está usando sinvastatina 40 mg/dia, losartana 100 mg/dia, metformina 2,0 g/dia e espironolactona 100 mg/dia. Traz os exames realizados recentemente: glicemia de jejum 204 mg/dL, HbA1c 9,2% e creatinina sérica 0,8 mg/dL. Para reduzir o risco cardiovascular, está indicado o uso de _______________, que é um(a) _______________.

Alternativas

  1. A) empaglifozina - inibidor da SGLT-2
  2. B) liraglutida - inibidor da DPP-4
  3. C) repaglinida - agonista GLP-1
  4. D) pioglitazona - glifozina

Pérola Clínica

DM2 + IC + alto risco CV → Empaglifozina (inibidor SGLT-2) reduz eventos CV e melhora IC.

Resumo-Chave

Em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida, como insuficiência cardíaca (IC), os inibidores da SGLT-2 (como a empaglifozina) são a classe de hipoglicemiantes orais de escolha para reduzir o risco cardiovascular e hospitalizações por IC, independentemente do controle glicêmico. A paciente apresenta todos esses critérios, além de obesidade e controle glicêmico inadequado.

Contexto Educacional

O manejo do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) em pacientes com comorbidades cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca (IC), exige uma abordagem que vá além do simples controle glicêmico. A escolha do agente hipoglicemiante deve considerar os benefícios cardiovasculares e renais comprovados, visando a redução de eventos maiores e a melhora da qualidade de vida. Os inibidores da SGLT-2, como a empaglifozina, revolucionaram o tratamento do DM2 nesse cenário.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de ação dos inibidores da SGLT-2 e como eles beneficiam pacientes com insuficiência cardíaca?

Os inibidores da SGLT-2 atuam bloqueando o cotransportador de sódio-glicose 2 nos túbulos renais, aumentando a excreção urinária de glicose e sódio. Isso leva a uma diurese osmótica, redução da pré-carga e pós-carga cardíacas, melhora da função endotelial e redução da inflamação, conferindo benefícios cardiovasculares e renais independentes do efeito hipoglicemiante.

Por que a empaglifozina é preferível em pacientes com DM2 e IC, mesmo com outros medicamentos em uso?

A empaglifozina, como inibidor da SGLT-2, demonstrou em grandes estudos clínicos reduzir significativamente o risco de hospitalização por insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular em pacientes com DM2 e IC, independentemente da fração de ejeção. Esses benefícios são adicionais aos já obtidos com a terapia padrão para IC e DM2, tornando-a uma escolha prioritária.

Quais são os principais efeitos adversos dos inibidores da SGLT-2 que devem ser monitorados?

Os principais efeitos adversos incluem infecções geniturinárias (micose vaginal, balanite) devido à glicosúria, desidratação e hipotensão (especialmente em idosos ou com diuréticos), e, mais raramente, cetoacidose diabética e fasciíte necrosante do períneo (gangrena de Fournier). É importante monitorar a função renal e o estado de hidratação.

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