HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Os fármacos que atuam no sistema nervoso central são comumente chamados de psicotrópicos ou drogas psicoativas. Tradicionalmente se dividem em drogas que deprimem, estimulam ou perturbam o sistema nervoso central, entretanto a indústria farmacêutica optou por dividi-los em algumas categorias como antidepressivos, ansiolíticos, hipnóticos-sedativos, estabilizadores de humor e psicoestimulantes. Essa classificação é incompleta, pois um antidepressivo pode ser usado para tratamento tanto da depressão quanto de ansiedade, TOC ou estresse pós-trauma. Assim, pensou-se em uma classificação baseada em neurociência que identifica o sítio (neurotransmissor) e o modo de ação da droga. Uma droga que é "inibidor da recaptação de serotonina" e outra "antagonista dopaminérgico e serotoninérgico" tem como exemplos, respectivamente:
Sertralina = inibidor recaptação serotonina (ISRS). Olanzapina = antagonista dopaminérgico e serotoninérgico (antipsicótico atípico).
A classificação dos psicofármacos por seu mecanismo de ação é mais precisa que por sua indicação clínica. ISRS como a Sertralina aumentam a serotonina na fenda sináptica. Antipsicóticos atípicos como a Olanzapina atuam bloqueando receptores de dopamina (D2) e serotonina (5-HT2A), o que confere um perfil de efeitos colaterais e eficácia diferente dos antipsicóticos típicos.
A farmacologia dos psicofármacos é um campo complexo e fundamental na prática médica, especialmente para residentes que lidam com transtornos mentais. A compreensão dos mecanismos de ação, em vez de apenas as indicações clínicas, permite um uso mais racional e seguro dessas drogas. Os fármacos que atuam no sistema nervoso central são categorizados de diversas formas, mas a classificação baseada em neurociência, que identifica o sítio e o modo de ação, oferece uma perspectiva mais profunda. Os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), como a Sertralina, representam uma classe de antidepressivos amplamente prescrita. Seu mecanismo principal é o bloqueio da recaptação de serotonina, aumentando sua concentração na fenda sináptica e modulando diversas funções cerebrais. Essa ação seletiva confere a eles um perfil de segurança mais favorável em comparação com antidepressivos mais antigos, como os tricíclicos. Por outro lado, os antipsicóticos atípicos, como a Olanzapina, são caracterizados por um perfil de ação mais complexo, atuando como antagonistas em múltiplos receptores, incluindo os dopaminérgicos (D2) e os serotoninérgicos (5-HT2A). Essa ação combinada é responsável por sua eficácia em sintomas positivos e negativos da esquizofrenia, bem como em transtornos do humor, com um risco reduzido de efeitos colaterais motores em comparação com os antipsicóticos típicos. A compreensão desses mecanismos é vital para a escolha terapêutica e o manejo de efeitos adversos.
Os ISRS, como a Sertralina, atuam bloqueando seletivamente a recaptação de serotonina na fenda sináptica, aumentando a disponibilidade desse neurotransmissor e potencializando sua ação, o que contribui para seus efeitos antidepressivos e ansiolíticos.
Antipsicóticos atípicos, como a Olanzapina, são caracterizados por um antagonismo tanto nos receptores dopaminérgicos D2 quanto nos receptores serotoninérgicos 5-HT2A. Essa ação combinada, especialmente o bloqueio 5-HT2A, é associada a um menor risco de efeitos colaterais extrapiramidais em comparação com os antipsicóticos típicos, que atuam predominantemente como antagonistas D2.
A Sertralina é amplamente utilizada no tratamento da depressão, transtornos de ansiedade (como transtorno do pânico, transtorno de ansiedade social e TOC) e transtorno de estresse pós-traumático. A Olanzapina é indicada principalmente para esquizofrenia e episódios maníacos ou mistos do transtorno bipolar, podendo também ser usada como adjuvante na depressão resistente.
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