Inibidores da ECA: Efeitos Colaterais e Monitoramento

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2015

Enunciado

As medicações utilizadas para tratamento na hipertensão arterial podem ter efeitos não desejados, como:

Alternativas

  1. A) Bloqueadores de canais de cálcio di-hidropiridínicos ocasionam hipotensão postural, xerostomia, letargia, disfunção erétil, anemia hemolítica com teste de Coombs positivo e elevação de enzimas hepáticas.
  2. B) Betabloqueadores podem causar broncoespasmo, resistência insulínica, hiperplasia gengival, queda abrupta da pressão arterial, precipitando isquemia miocárdica, infarto, acidente vascular cerebral e morte.
  3. C) Inibidores da ECA têm como efeito colateral mais comum tosse seca, ou, às vezes, perda da voz no final do dia, e podem causar angioedema, leucopenia, elevação da creatinina sérica e do potássio.
  4. D) Simpaticolíticos de ação central rápida podem desencadear fadiga, limitar a tolerância ao exercício e agravar quadro de depressão, além de predispor a diabete, principalmente quando associado a tiazídicos.

Pérola Clínica

IECA: tosse seca e angioedema são comuns; atenção à hipercalemia e ↑ creatinina.

Resumo-Chave

A alternativa C descreve corretamente os efeitos colaterais dos Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA). A tosse seca é o efeito mais comum, e o angioedema, embora raro, é grave. A elevação da creatinina e do potássio sérico são efeitos conhecidos, especialmente em pacientes com disfunção renal preexistente ou uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio.

Contexto Educacional

O tratamento da hipertensão arterial é fundamental para a prevenção de eventos cardiovasculares, mas exige um conhecimento aprofundado dos efeitos desejados e indesejados das diversas classes de medicamentos. Os Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) são uma classe amplamente utilizada, eficaz e com benefícios cardiovasculares e renais comprovados. Os IECA atuam bloqueando a conversão de angiotensina I em angiotensina II, resultando em vasodilatação e redução da retenção de sódio e água. No entanto, também inibem a degradação da bradicinina, o que está associado a alguns de seus efeitos colaterais. A tosse seca é o efeito adverso mais frequente, enquanto o angioedema é raro, mas potencialmente fatal. Outros efeitos importantes dos IECA incluem a elevação da creatinina sérica (especialmente em pacientes com estenose bilateral da artéria renal ou disfunção renal preexistente) e hipercalemia, devido à redução da secreção de aldosterona. A leucopenia é um efeito mais raro. O monitoramento regular da função renal e dos eletrólitos é essencial para a segurança do paciente. As outras alternativas apresentavam associações incorretas ou incompletas de efeitos colaterais com as respectivas classes de medicamentos.

Perguntas Frequentes

Qual o efeito colateral mais comum dos Inibidores da ECA?

O efeito colateral mais comum dos Inibidores da ECA é a tosse seca e persistente, que ocorre em cerca de 5-20% dos pacientes e geralmente desaparece após a interrupção da medicação.

O que é angioedema e por que ocorre com Inibidores da ECA?

Angioedema é um inchaço súbito e grave das camadas mais profundas da pele e mucosas, que pode ser fatal se afetar as vias aéreas. Ocorre com IECA devido ao acúmulo de bradicinina, que não é degradada pela ECA.

Quais parâmetros laboratoriais devem ser monitorados em pacientes usando IECA?

Em pacientes usando IECA, é fundamental monitorar a função renal (creatinina sérica) e os níveis de potássio sérico, pois esses medicamentos podem causar elevação de ambos, especialmente em pacientes de risco.

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