HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Homem de 66 anos refere dispneia progressiva aos esforços há 1 ano. Relata que iniciou com dispneia aos grandes esforços, encontrando-se hoje com dispneia aos moderados esforços. Refere ainda despertar noturno devido à dispneia, com necessidade de levantar-se da cama para melhorar, e piora do sintoma ao se deitar. Ao exame físico, possui presença de 3a bulha à ausculta cardíaca e edema de membros inferiores, sem demais alterações. Antecedente patológico de diabete melito tipo 2.É contraindicada para este paciente a introdução de
Paciente com IC e DM2 → Saxagliptina é contraindicada devido ao risco de piora da IC.
A saxagliptina, um inibidor da DPP-4, foi associada a um aumento no risco de hospitalização por insuficiência cardíaca em pacientes com DM2 e alto risco cardiovascular, tornando-a contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca estabelecida.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa que resulta de qualquer alteração estrutural ou funcional do enchimento ventricular ou da ejeção de sangue. É uma condição comum em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), e o manejo de ambas as condições exige atenção especial à segurança cardiovascular dos medicamentos. A dispneia progressiva, ortopneia, dispneia paroxística noturna, terceira bulha e edema de membros inferiores são sinais clássicos de IC. O tratamento do DM2 em pacientes com IC requer uma escolha cuidadosa dos antidiabéticos. Enquanto algumas classes, como os inibidores do SGLT2 e os agonistas do receptor de GLP-1, demonstraram benefícios cardiovasculares e renais, outras podem apresentar riscos. Os inibidores da dipeptil peptidase-4 (DPP-4), ou gliptinas, são uma classe de antidiabéticos que aumentam os níveis de incretinas, estimulando a secreção de insulina e inibindo a secreção de glucagon de forma glicose-dependente. No entanto, o estudo SAVOR-TIMI 53 demonstrou que a saxagliptina, um inibidor da DPP-4, estava associada a um aumento significativo no risco de hospitalização por insuficiência cardíaca em pacientes com DM2 e alto risco cardiovascular ou doença cardiovascular estabelecida. Por essa razão, a saxagliptina é contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca. Outros inibidores da DPP-4, como sitagliptina e linagliptina, não demonstraram esse risco em seus respectivos estudos de segurança cardiovascular e são considerados seguros em pacientes com IC.
As classes de medicamentos para DM2 que demonstraram benefícios cardiovasculares, incluindo redução de hospitalizações por insuficiência cardíaca, são os inibidores do SGLT2 (como empagliflozina, dapagliflozina) e os agonistas do receptor de GLP-1 (como liraglutida, semaglutida).
O mecanismo exato pelo qual a saxagliptina aumenta o risco de hospitalização por insuficiência cardíaca não é totalmente compreendido, mas estudos como o SAVOR-TIMI 53 demonstraram essa associação, levando à contraindicação em pacientes com IC.
Embora a saxagliptina tenha sido associada a um aumento do risco de hospitalização por IC, outros inibidores da DPP-4, como sitagliptina e linagliptina, demonstraram segurança cardiovascular neutra em grandes estudos, não aumentando o risco de eventos cardiovasculares adversos maiores ou insuficiência cardíaca.
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