SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Qual dos antidiabéticos abaixo relacionados estimula a secreção pancreática de insulina?
Inibidores DPP-4 (Saxagliptina) ↑ secreção insulina glicose-dependente e ↓ glucagon, com baixo risco de hipoglicemia.
Os inibidores da DPP-4, como a Saxagliptina, atuam prolongando a ação das incretinas endógenas (GLP-1 e GIP), que são hormônios que estimulam a secreção de insulina de forma glicose-dependente e suprimem a secreção de glucagon, contribuindo para o controle glicêmico.
O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença crônica caracterizada por resistência à insulina e/ou deficiência na secreção de insulina. O tratamento envolve diversas classes de antidiabéticos orais, cada uma com um mecanismo de ação específico. Compreender esses mecanismos é fundamental para a escolha terapêutica adequada e para evitar efeitos adversos. A Saxagliptina pertence à classe dos inibidores da dipeptil peptidase-4 (DPP-4), que atuam inibindo a enzima responsável pela degradação dos hormônios incretinas (GLP-1 e GIP). Ao prolongar a ação dessas incretinas, a Saxagliptina aumenta a secreção de insulina de forma glicose-dependente e reduz a secreção de glucagon, contribuindo para o controle glicêmico pós-prandial e em jejum. Outras classes de antidiabéticos incluem a Metformina (biguanida, reduz produção hepática de glicose), Glimepirida (sulfonilureia, estimula secreção de insulina independente da glicose), Pioglitazona (tiazolidinediona, aumenta sensibilidade à insulina) e Acarbose (inibidor da alfa-glicosidase, retarda absorção de carboidratos). A escolha do agente deve considerar comorbidades, risco de hipoglicemia e efeitos cardiovasculares.
As principais classes que estimulam a secreção de insulina são as sulfonilureias (ex: glimepirida), as meglitinidas e os inibidores da DPP-4 (ex: saxagliptina), embora com mecanismos e dependência de glicose distintos.
As sulfonilureias estimulam a secreção de insulina de forma independente da glicose, aumentando o risco de hipoglicemia. Os inibidores da DPP-4 potencializam a secreção de insulina de forma glicose-dependente, com menor risco.
A Metformina (biguanida) reduz a produção hepática de glicose e aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos. A Pioglitazona (tiazolidinediona) aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos e hepático.
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