HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
O uso de inibidores do cotransporte sódio-glicose (I-SGLT2) pode reduzir risco cardiovascular, progressão de Doença Renal Crônica e mesmo mortalidade em algumas populações, entre as indicações de seu uso qual das seguintes apresenta menor nível de evidência:
I-SGLT2: maior evidência em DM2, DRC proteinúrica e IC. Menor evidência em DRC não diabética/não proteinúrica com TFG < 45.
Os inibidores de SGLT2 demonstraram robustos benefícios cardiorrenais em pacientes com DM2, DRC proteinúrica (com ou sem DM2) e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou preservada. A evidência é mais limitada para pacientes com DRC não diabética e não proteinúrica, especialmente com TFG mais baixa, embora estudos continuem a expandir suas indicações.
Os inibidores do cotransporte sódio-glicose 2 (I-SGLT2) representam uma classe de medicamentos revolucionária, inicialmente desenvolvida para o tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2, mas que demonstrou benefícios cardiovasculares e renais significativos em diversas populações. Sua ação principal é inibir a reabsorção de glicose e sódio no túbulo contorcido proximal renal, resultando em glicosúria e natriurese, com efeitos pleiotrópicos que vão além do controle glicêmico. As indicações com maior nível de evidência para os I-SGLT2 incluem pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida ou múltiplos fatores de risco, pacientes com Doença Renal Crônica (com ou sem diabetes, especialmente aqueles com proteinúria) para retardar a progressão da doença renal, e pacientes com Insuficiência Cardíaca (com fração de ejeção reduzida ou preservada) para reduzir hospitalizações e mortalidade. Esses benefícios foram demonstrados em grandes ensaios clínicos randomizados. No entanto, a evidência é mais limitada para certas subpopulações, como pacientes com Doença Renal Crônica não diabética e não proteinúrica, com taxas de filtração glomerular mais baixas (abaixo de 45 mL/min). Embora haja um crescente corpo de evidências e estudos em andamento que exploram essas áreas, as diretrizes atuais ainda refletem a força dos dados disponíveis. É fundamental que o residente compreenda as indicações baseadas em evidências para otimizar o tratamento e o prognóstico dos pacientes.
As principais indicações com alto nível de evidência incluem pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida ou alto risco, pacientes com Doença Renal Crônica (especialmente com proteinúria) e pacientes com Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção reduzida ou preservada.
Os I-SGLT2 reduzem a pressão intraglomerular, diminuem a proteinúria, melhoram a função renal e reduzem o risco de eventos renais adversos maiores, através de mecanismos que incluem a natriurese e a glicosúria, que impactam a hemodinâmica renal e a inflamação.
O uso de I-SGLT2 tem menor nível de evidência em pacientes com Doença Renal Crônica não diabética e não proteinúrica, especialmente aqueles com taxa de filtração glomerular abaixo de 45 mL/min, embora novas pesquisas estejam expandindo o conhecimento nessa área.
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