ICIs e Cardiotoxicidade: Investigação de Arritmias e Disfunção

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023

Enunciado

Para pacientes que desenvolvem novos sintomas cardiovasculares durante ou logo após o tratamento com os Inibidores de Checkpoint Imunológicos (ICIs), que apresentam arritmia:

Alternativas

  1. A) Anormalidade do sistema de condução ou disfunção ventricular ao ecocardiograma, não é recomendado iniciar investigação cardiovascular.
  2. B) Mas não anormalidade do sistema de condução ou disfunção ventricular ao ecocardiograma, recomenda-se iniciar investigação cardiovascular.
  3. C) Anormalidade do sistema de condução ou disfunção ventricular ao ecocardiograma, recomendase iniciar investigação cardiovascular.
  4. D) Anormalidade do sistema de condução, e não disfunção ventricular ao ecocardiograma, recomenda-se iniciar investigação cardiovascular.

Pérola Clínica

Arritmia + ICIs + anormalidade condução/disfunção ventricular → Investigar cardiotoxicidade imunomediada.

Resumo-Chave

Inibidores de Checkpoint Imunológicos (ICIs) podem causar efeitos adversos imunomediados, incluindo cardiotoxicidade. A presença de arritmias em pacientes em uso de ICIs, especialmente se acompanhada de anormalidades do sistema de condução ou disfunção ventricular ao ecocardiograma, é um sinal de alerta que exige investigação cardiovascular imediata para descartar miocardite ou outras complicações cardíacas.

Contexto Educacional

Os Inibidores de Checkpoint Imunológicos (ICIs) revolucionaram o tratamento do câncer, mas podem desencadear uma série de efeitos adversos imunomediados, conhecidos como irAEs (immune-related adverse events). Entre eles, a cardiotoxicidade é uma complicação rara, porém potencialmente grave e fatal, que pode se manifestar como miocardite, pericardite, vasculite ou arritmias. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida do paciente. A suspeita de cardiotoxicidade por ICI deve ser alta em pacientes que desenvolvem novos sintomas cardiovasculares (como dispneia, dor torácica, palpitações, fadiga) durante ou logo após o tratamento com esses agentes. A presença de arritmias, especialmente se associada a anormalidades do sistema de condução (como bloqueios AV) ou disfunção ventricular detectada ao ecocardiograma, é um forte indicativo para iniciar uma investigação cardiovascular aprofundada. A investigação pode incluir biomarcadores cardíacos (troponina, BNP), eletrocardiograma, ecocardiograma e, em casos selecionados, ressonância magnética cardíaca ou biópsia endomiocárdica para confirmar o diagnóstico de miocardite. O tratamento geralmente envolve a suspensão do ICI e o início de corticosteroides em altas doses, com imunossupressão adicional se necessário, além de suporte cardiovascular.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais efeitos adversos cardiovasculares dos Inibidores de Checkpoint Imunológicos?

Os principais efeitos adversos cardiovasculares dos ICIs incluem miocardite (a mais grave e potencialmente fatal), pericardite, vasculite, arritmias e disfunção ventricular. Essas condições são parte dos eventos adversos imunomediados (irAEs).

Quando se deve suspeitar de cardiotoxicidade por ICI em um paciente com arritmia?

Deve-se suspeitar de cardiotoxicidade por ICI quando um paciente em tratamento com ICIs desenvolve novas arritmias, especialmente se acompanhadas de sintomas como dispneia, dor torácica, fadiga, ou se houver achados de anormalidade do sistema de condução ou disfunção ventricular ao ecocardiograma.

Qual a importância do ecocardiograma na investigação de cardiotoxicidade por ICI?

O ecocardiograma é fundamental para avaliar a função ventricular, a presença de derrame pericárdico e outras anormalidades estruturais. A detecção de disfunção ventricular (redução da fração de ejeção) é um sinal crítico que indica a necessidade de investigação aprofundada e manejo agressivo da cardiotoxicidade.

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