CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Qual das alternativas abaixo seria mais provavelmente um efeito colateral associado ao uso tópico dos inibidores da anidrase carbônica?
Inibidores da anidrase carbônica tópicos → risco de descompensação endotelial em córneas vulneráveis.
A anidrase carbônica é necessária para a função da bomba endotelial; sua inibição tópica pode causar edema de córnea em pacientes com baixa reserva celular (ex: Distrofia de Fuchs).
Os inibidores da anidrase carbônica (IAC) reduzem a pressão intraocular ao diminuir a produção de humor aquoso pelos processos ciliares. Na prática clínica, a Dorzolamida e a Brinzolamida são amplamente utilizadas. Contudo, a presença da enzima no endotélio corneano torna a córnea um alvo secundário. O monitoramento da espessura corneana (paquimetria) pode ser necessário ao iniciar essas drogas em pacientes com suspeita de falência endotelial iminente.
A anidrase carbônica está presente nas células endoteliais da córnea e desempenha um papel no transporte de íons bicarbonato, que é acoplado ao fluxo de água para fora do estroma. Embora em olhos normais a inibição tópica seja bem tolerada, em olhos com reserva endotelial limítrofe, a droga pode reduzir a eficiência da bomba, levando ao edema estromal.
Devem ser usados com cautela em pacientes com contagem de células endoteliais muito baixa, Distrofia Endotelial de Fuchs, ou em pacientes submetidos a transplantes de córnea recentes. Além disso, pacientes com hipersensibilidade a sulfonamidas podem apresentar reações alérgicas, já que essas drogas são derivadas das sulfas.
Sim, embora menos frequentes que nos orais (Acetazolamida), podem ocorrer gosto amargo na boca (disgeusia), cefaleia, fadiga e, raramente, reações de hipersensibilidade sistêmica. O risco de acidose metabólica ou hipocalemia é desprezível com o uso tópico em comparação ao uso sistêmico.
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