CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
São efeitos colaterais associados ao uso sistêmico de inibidores da anidrase carbônica por tempo prolongado:
Inibidores da anidrase carbônica → Acidose metabólica + Hipocalemia + Parestesias + Discrasias.
O uso sistêmico de inibidores da anidrase carbônica (como a acetazolamida) inibe a reabsorção de bicarbonato no túbulo proximal, levando a acidose metabólica e desequilíbrios eletrolíticos significativos.
Os inibidores da anidrase carbônica (IAC) sistêmicos são potentes redutores da pressão intraocular, agindo na diminuição da produção do humor aquoso pelos processos ciliares. No entanto, sua ação não é restrita ao olho, afetando rins, eritrócitos e o sistema nervoso central. A compreensão de sua farmacodinâmica é crucial para residentes de oftalmologia e clínica médica, especialmente no manejo de glaucomas agudos ou de difícil controle. A longo prazo, o perfil de segurança dos IACs exige cautela. A acidose metabólica induzida pode precipitar cálculos renais de fosfato de cálcio devido à hipercalciúria e hipocitratúria. Além disso, a rara, mas fatal, anemia aplásica idiossincrásica torna o acompanhamento com hemograma uma prática recomendada em tratamentos crônicos, embora sua eficácia preventiva seja debatida na literatura.
Os efeitos mais comuns incluem parestesias (formigamento em extremidades), fadiga, anorexia e alterações gastrointestinais. Do ponto de vista metabólico, é clássica a ocorrência de acidose metabólica hiperclorêmica e hipocalemia. Complicações mais graves, embora raras, incluem discrasias sanguíneas como anemia aplásica, agranulocitose e trombocitopenia, que exigem monitoramento hematológico em uso prolongado.
A anidrase carbônica é fundamental para a reabsorção de bicarbonato de sódio no túbulo contorcido proximal do rim. Ao inibir essa enzima, há um aumento na excreção urinária de bicarbonato, resultando em uma redução dos níveis séricos de base e consequente acidose metabólica. Esse estado acidótico é frequentemente autolimitado, mas pode ser perigoso em pacientes com reserva respiratória ou renal limitada.
As parestesias são efeitos colaterais frequentes e dose-dependentes. Muitas vezes, a suplementação de potássio ou a redução da dose podem aliviar os sintomas. No entanto, o médico deve estar atento para diferenciar sintomas benignos de sinais precoces de distúrbios eletrolíticos graves ou reações idiossincrásicas, como as discrasias sanguíneas, que obrigam a interrupção imediata da medicação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo