MedEvo Simulado — Prova 2026
Letícia, 26 anos, primigesta, encontra-se no primeiro dia de puerpério após parto vaginal sem intercorrências. Durante o pré-natal, foi diagnosticada com infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Seguindo as recomendações para evitar a transmissão vertical pós-natal, a paciente foi orientada a não amamentar. O médico deseja realizar o bloqueio farmacológico da lactação de forma imediata e eficaz, visando o menor índice de efeitos colaterais e maior adesão ao tratamento. Diante desse cenário clínico, a conduta medicamentosa de escolha para o bloqueio da lactação é:
Bloqueio da lactação (HIV+) → Cabergolina 1,0 mg VO dose única (2 comprimidos 0,5 mg).
A cabergolina é um agonista dopaminérgico de longa duração que inibe a prolactina de forma mais eficaz e com menos efeitos colaterais que a bromocriptina.
O bloqueio da lactação é mandatório em situações onde a amamentação é contraindicada, como na infecção materna pelo HIV ou HTLV. A fisiopatologia envolve a inibição da secreção de prolactina pela hipófise anterior através do estímulo de receptores D2 dopaminérgicos. A escolha da cabergolina revolucionou o manejo puerperal devido à sua praticidade e eficácia sustentada, minimizando o desconforto do ingurgitamento mamário e os riscos de mastite em pacientes que não podem amamentar.
A cabergolina possui meia-vida longa, permitindo dose única, o que garante maior adesão. Além disso, apresenta perfil de segurança superior, com menos náuseas, tonturas e riscos de eventos tromboembólicos ou hipertensivos.
Para o bloqueio imediato (nas primeiras 24h pós-parto), a dose é de 1,0 mg por via oral, administrada em dose única (geralmente dois comprimidos de 0,5 mg).
Recomenda-se o enfaixamento compressivo das mamas (atadura) e evitar a estimulação mamilar ou ordenha, o que ajuda a reduzir a produção láctea por feedback mecânico.
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