HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2021
A inibição da lactação pode ser realizada de forma eficaz com
Inibição da lactação → Cabergolina (agonista dopaminérgico) é a escolha mais eficaz.
A cabergolina é um agonista dopaminérgico que atua inibindo a secreção de prolactina pela hipófise, hormônio essencial para a produção de leite. É a medicação de escolha para a inibição farmacológica da lactação, seja por razões médicas ou por escolha da paciente, devido à sua eficácia e posologia conveniente (geralmente dose única ou poucas doses).
A inibição da lactação é um procedimento que pode ser necessário em diversas situações clínicas, como perda fetal, aborto, contraindicações maternas ou fetais à amamentação, ou por escolha pessoal da puérpera. O manejo pode ser não farmacológico (compressas frias, sutiã de suporte, analgésicos) ou farmacológico, sendo este último mais eficaz e rápido. A compreensão dos mecanismos hormonais envolvidos é crucial. A fisiopatologia da lactação envolve a prolactina, secretada pela hipófise anterior, que é o principal hormônio galactopoiético. A dopamina, por sua vez, é o principal inibidor fisiológico da secreção de prolactina. Portanto, fármacos que mimetizam a ação da dopamina (agonistas dopaminérgicos) são eficazes na inibição da lactação. A cabergolina, um derivado do ergot, é um potente agonista dos receptores D2 da dopamina, suprimindo a liberação de prolactina e, consequentemente, a produção de leite. O tratamento para inibir a lactação com cabergolina geralmente consiste em uma ou duas doses únicas, administradas logo após o parto ou a interrupção da amamentação. O prognóstico é de supressão eficaz da lactação na maioria dos casos. Pontos de atenção incluem a monitorização de efeitos adversos, como hipotensão postural, e a orientação à paciente sobre a possibilidade de ingurgitamento mamário transitório antes da supressão completa. Outros fármacos como a bromocriptina também podem ser usados, mas a cabergolina é preferida pela sua maior seletividade e menor incidência de efeitos colaterais.
A cabergolina é um agonista dopaminérgico que se liga aos receptores D2 da dopamina na hipófise anterior, inibindo a secreção de prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite.
A inibição da lactação pode ser indicada em casos de perda fetal, aborto, contraindicações médicas à amamentação (ex: uso de certos medicamentos), ou por escolha pessoal da mãe que não deseja amamentar.
Os efeitos adversos mais comuns incluem náuseas, vômitos, tontura, cefaleia e hipotensão postural. Geralmente são leves e transitórios.
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