USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Primípara, 4° dia de puerpério após cesárea por feto pélvico na 36ª de gestação, está no alojamento conjunto. O recém-nascido pesou 2400 gramas, nasceu em boas condições e está com a mãe. Hoje, a paciente reclamou de muita dor mamária. Sem outras queixas. A paciente fez mamoplastia de aumento há dois anos. Exame físico: temperatura 38,0ºC (oral), dor, hiperemia leve e aumento de volume em ambas as mamas. Fissuras em complexo aréolo mamilar à esquerda (Figura abaixo). Palpação: mamas endurecidas em ambos os quadrantes externos, expressão láctea positiva bilateral. O restante do exame físico está normal (EXAME DAS MAMAS DA PACIENTE DEMONSTRANDO HIPEREMIA E LESÕES NO COMPLEXO ARÉOLO MAMILAR). Quais são as melhores condutas para o caso?
Ingurgitamento mamário = dor, mamas endurecidas, hiperemia leve, febre < 38.5°C, sem sinais sistêmicos graves. Conduta: analgésico e ordenha.
O ingurgitamento mamário é uma condição comum no puerpério, caracterizada por mamas cheias, dolorosas e endurecidas, com hiperemia leve e febre baixa. A conduta principal é aliviar a dor e promover a ordenha eficaz do leite.
O ingurgitamento mamário é uma condição fisiológica comum no puerpério, que ocorre quando há um acúmulo excessivo de leite e aumento do fluxo sanguíneo e linfático nas mamas, geralmente entre o 3º e o 5º dia pós-parto. É uma das principais causas de dor mamária nesse período e pode dificultar a amamentação, levando a fissuras mamilares e, se não manejado, a complicações como a mastite. A fisiopatologia envolve a produção abundante de leite que excede a capacidade de drenagem da mama, resultando em congestão. Os sinais e sintomas incluem mamas endurecidas, dolorosas, quentes, brilhantes e com hiperemia leve. A febre, se presente, é geralmente baixa (<38.5°C) e autolimitada. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. Fissuras mamilares, como as descritas no caso, podem agravar a dor e dificultar a amamentação. A conduta para o ingurgitamento mamário é primariamente conservadora e visa aliviar a dor e promover o esvaziamento eficaz da mama. Isso inclui o uso de analgésicos (paracetamol, ibuprofeno), compressas frias entre as mamadas para reduzir o edema, e, crucialmente, a ordenha mamária (manual ou com bomba) antes ou durante a amamentação para amolecer a aréola e facilitar a pega do bebê. A orientação sobre a técnica correta de amamentação é fundamental.
Os principais sinais e sintomas incluem mamas cheias, pesadas, endurecidas e dolorosas, com hiperemia leve e, ocasionalmente, febre baixa (geralmente < 38.5°C). Pode haver dificuldade na pega do bebê devido à mama muito cheia.
A conduta inicial consiste em aliviar a dor com analgésicos e anti-inflamatórios, e promover a ordenha mamária eficaz, seja pelo bebê (com pega correta), ordenha manual ou bomba, para esvaziar a mama e reduzir a pressão.
O ingurgitamento é bilateral, difuso, com febre baixa e sem sinais sistêmicos graves. A mastite é geralmente unilateral, com dor localizada, febre alta (>38.5°C), calafrios, mal-estar e sinais inflamatórios mais intensos (hiperemia, calor, dor).
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