UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Puérpera no terceiro dia pós-parto normal apresenta ingurgitamento mamário, como consequência da retenção de leite e distensão alveolar. Pode-se afirmar que a melhor a orientação a ser dada é:
Ingurgitamento mamário → massagens suaves + ordenha manual/amamentação frequente.
O ingurgitamento mamário no puerpério é causado pela retenção de leite e edema. A melhor conduta inclui massagens suaves com movimentos circulares para auxiliar na desobstrução dos ductos e facilitar a ejeção do leite, além de amamentação frequente ou ordenha manual.
O ingurgitamento mamário é uma condição comum e dolorosa que afeta muitas puérperas nos primeiros dias pós-parto, geralmente entre o 3º e o 5º dia, quando a produção de leite aumenta significativamente. É caracterizado por mamas cheias, tensas, quentes, dolorosas e edemaciadas, dificultando a pega do bebê e a amamentação. A compreensão de seu manejo é vital para o sucesso da amamentação. A fisiopatologia envolve a retenção de leite nos alvéolos e ductos, combinada com o aumento do fluxo sanguíneo e linfático para as mamas, causando edema e distensão dos tecidos. O tratamento visa aliviar a dor, reduzir o edema e facilitar a ejeção do leite. A massagem suave das mamas, com movimentos circulares em direção à aréola, ajuda a desobstruir os ductos e a promover a descida do leite. Além das massagens, a amamentação frequente e eficaz, a ordenha manual ou com bomba (especialmente antes da mamada para amolecer a aréola), o uso de compressas frias após as mamadas e analgésicos comuns são medidas importantes. É crucial orientar a puérpera sobre a pega correta e a importância de esvaziar as mamas para evitar complicações como a mastite.
O ingurgitamento mamário é causado pela retenção de leite nos alvéolos e ductos, associada a um aumento do fluxo sanguíneo e linfático para as mamas, resultando em edema e distensão.
Outras medidas incluem amamentação frequente e eficaz (a cada 2-3 horas), ordenha manual ou com bomba antes da mamada para amolecer a aréola, compressas frias após as mamadas para reduzir o edema e analgésicos comuns.
O ingurgitamento prolongado e não tratado pode levar à estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana e a inflamação, aumentando o risco de desenvolver mastite, especialmente se houver fissuras nos mamilos.
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