INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Uma mulher puérpera de 32 anos de idade teve o parto vaginal do seu primeiro filho há 5 dias. Ela procura o ambulatório com queixa de febre de até 38°C e dor nas mamas. Está amamentando e nega outras queixas. Ao exame, observa-se mamas aumentadas de volume, brilhantes, endurecidas e dolorosas. Não há hiperemia ou área de flutuação. Para esse caso, qual seria a conduta apropriada?
Mamas endurecidas + febre sem hiperemia (apojadura) → Ordenha e ajuste da técnica de amamentação.
O ingurgitamento mamário (apojadura) pode causar febre transitória, mas não requer antibióticos se não houver sinais inflamatórios localizados (mastite). O tratamento foca no esvaziamento e correção da pega.
O ingurgitamento mamário ocorre devido ao acúmulo de leite, edema intersticial e congestão vascular e linfática durante a transição para a lactação estabelecida. A febre associada, geralmente inferior a 39°C e com duração menor que 24 horas, é um achado comum e não indica infecção bacteriana per se. O manejo clínico deve focar na manutenção da amamentação com técnica adequada (pega profunda e correta posição) para prevenir complicações secundárias, como fissuras mamilares e mastite bacteriana.
O ingurgitamento é geralmente bilateral, com mamas endurecidas, brilhantes e dor difusa. A mastite costuma ser unilateral, apresentando sinais logísticos localizados (calor, rubor, edema) e sintomas sistêmicos mais intensos (prostração, febre alta).
A apojadura é o processo fisiológico de 'descida do leite', ocorrendo geralmente entre o 2º e 5º dia pós-parto. É marcada por um aumento súbito do volume mamário, congestão vascular e, por vezes, uma febre transitória conhecida como 'febre do leite'.
A conduta inclui a ordenha manual de alívio da aréola (para deixá-la macia e facilitar a pega), compressas frias após as mamadas para reduzir o edema e, fundamentalmente, garantir o esvaziamento frequente da mama pelo recém-nascido com técnica correta.
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