FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, 19 anos de idade, estudante, compareceu à Unidade Básica de Saúde, cinco dias após o primeiro parto, com queixa de dificuldade para amamentar, ingurgitamento mamário e mamilos doloridos. Disse que estava muito cansada, pois a criança fica muito nervosa para mamar, chora e não faz um intervalo regular entre as mamadas. Pré-natal e parto hospitalar via vaginal sem intercorrências. Criança de sexo masculino nasceu a termo, com peso adequado à idade gestacional, Apgar 10 minuto= 8 e 5° minuto= 9. Relato de contato pele a pele entre mãe e bebê ainda na sala de parto, quando houve a primeira sucção ao seio materno. Alta hospitalar 24 horas após o parto, com mãe e filho em boas condições. O recém-nascido está em aleitamento materno exclusivo, ativo, sem alterações ao exame físico. Peso de nascimento 3,2 kg; peso atual 2,98 kg. Avaliação materna: ingurgitamento mamário sem sinais flogísticos, distensão importante das aréolas, ausência de fissura mamilar. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta a abordagem inicial CORRETA para essa situação:
Ingurgitamento mamário + dificuldade amamentar → Orientar pega correta e ordenha pré-mamada.
O ingurgitamento mamário pode dificultar a pega do bebê, levando a mamilos doloridos e ineficácia na amamentação. A ordenha manual ou com bomba antes da mamada ajuda a amolecer a aréola, facilitando a pega correta e o esvaziamento da mama, essencial para o sucesso do aleitamento e para evitar fissuras.
A amamentação é um processo natural, mas que pode apresentar desafios, especialmente nos primeiros dias pós-parto. O ingurgitamento mamário, mamilos doloridos e a dificuldade na pega são queixas comuns que podem levar ao desmame precoce se não forem adequadamente manejadas. É um tema de extrema importância na saúde materno-infantil e frequentemente abordado em provas de residência. O ingurgitamento mamário ocorre pelo aumento do fluxo sanguíneo e linfático para as mamas, além do acúmulo de leite, tornando-as duras e doloridas. Isso pode dificultar a pega do bebê, que não consegue abocanhar a aréola adequadamente, resultando em sucção ineficaz, mamilos doloridos e, consequentemente, fome e irritabilidade do bebê. A perda de peso do recém-nascido, dentro dos limites fisiológicos (até 10% do peso de nascimento nos primeiros dias), é normal, mas deve ser monitorada. A abordagem inicial correta inclui a orientação sobre a pega adequada, garantindo que o bebê abocanhe a maior parte da aréola. Em casos de ingurgitamento, a ordenha manual ou com bomba antes da mamada é fundamental para amolecer a mama e facilitar a pega. Compressas frias após as mamadas podem ajudar no alívio da dor e redução do edema, enquanto compressas mornas antes podem auxiliar na descida do leite. O uso de fórmulas lácteas ou mamilos intermediários deve ser evitado como primeira linha, priorizando a otimização do aleitamento materno exclusivo.
Uma pega incorreta pode ser identificada por mamilos doloridos ou fissurados, sucção ruidosa, bochechas encovadas do bebê, e o bebê não conseguir abocanhar grande parte da aréola. A boca do bebê deve estar bem aberta, com os lábios evertidos e o queixo tocando a mama.
A ordenha antes das mamadas é crucial para amolecer a aréola e o mamilo, que ficam endurecidos e distendidos pelo ingurgitamento. Isso facilita a pega correta do bebê, permitindo que ele abocanhe uma porção maior da mama e esvazie-a de forma mais eficaz, aliviando o desconforto materno e garantindo a ingestão adequada de leite.
A perda de peso fisiológica do recém-nascido é esperada nos primeiros dias, geralmente até 7-10% do peso de nascimento. Uma perda superior a 10% ou a não recuperação do peso de nascimento até 10-14 dias de vida são sinais de alerta que exigem avaliação e intervenção, como a otimização da técnica de amamentação ou suplementação, se necessário.
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