IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Puérpera lactante comparece à consulta na UBS relatando que sua mama esquerda está endurecida em uma região do quadrante superior externo, havendo bastante dor local. Ela acredita que o leite "empedrou" e pede orientações. Ao exame físico, confirmam-se os achados relatados. Com base nesse caso, a recomendação correta a ser passada à paciente é realizar:
Ingurgitamento mamário → Ordenha manual da aréola antes da mamada para facilitar pega e esvaziamento.
O ingurgitamento mamário causa dor e dificulta a pega do bebê. A ordenha manual da aréola antes da mamada amolece a região, permitindo que o bebê abocanhe melhor e esvazie a mama de forma mais eficaz, aliviando a congestão.
O ingurgitamento mamário é uma condição comum que afeta puérperas lactantes, caracterizada pelo acúmulo excessivo de leite e fluidos nos seios, causando dor, inchaço e endurecimento. É crucial para a prática médica e para a saúde materno-infantil que residentes e estudantes compreendam seu manejo adequado, pois a falha em tratar pode levar a complicações como mastite e desmame precoce. A prevalência é alta, especialmente nos primeiros dias e semanas pós-parto, quando a produção de leite se estabelece. A fisiopatologia envolve a desproporção entre a produção e a remoção do leite, levando à estase e inflamação local. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico. A suspeita deve surgir sempre que a paciente relatar mamas cheias, dolorosas e com dificuldade para o bebê mamar. A conduta correta foca em facilitar o esvaziamento da mama. O tratamento primordial é a ordenha manual da aréola antes das mamadas para amolecer a região e permitir uma pega eficaz do bebê, além de mamadas frequentes e em livre demanda. Compressas mornas antes e frias após a mamada podem ser úteis para alívio sintomático. O prognóstico é bom com manejo adequado, prevenindo complicações e promovendo a continuidade do aleitamento materno exclusivo.
O ingurgitamento mamário é caracterizado por mamas endurecidas, dolorosas, quentes e edemaciadas. Pode haver febre baixa e a pele da mama pode parecer esticada e brilhante, dificultando a pega do bebê.
A conduta inicial inclui a ordenha manual da aréola antes das mamadas para amolecer a região e facilitar a pega do bebê, além de garantir mamadas frequentes e eficazes para esvaziar a mama.
O ingurgitamento é uma congestão generalizada, sem infecção. A mastite, por sua vez, geralmente apresenta uma área localizada de dor, calor, rubor e inchaço, frequentemente acompanhada de febre alta e mal-estar sistêmico, indicando um processo inflamatório infeccioso.
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