INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Primípara, no 5° dia pós-parto, procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de dor e inchaço nas mamas, com dificuldade para amamentar. Relata que seu filho chora constantemente e que ele é preguiçoso para sugar o leite. Ao exame físico apresenta mamas volumosas, brilhantes, endurecidas, doloridas, com calor local. As aréolas apresentam-se tensas e os mamilos planos. Com base nos dados clínicos apresentados, a conduta correta a ser orientada é:
Ingurgitamento → Ordenha de alívio (amaciar aréola) + Ajuste de pega + Livre demanda.
O ingurgitamento mamário requer esvaziamento frequente e técnicas que facilitem a pega, como a ordenha manual prévia para reduzir a tensão areolar.
O ingurgitamento mamário patológico ocorre frequentemente entre o 3º e 5º dia pós-parto (apojadura). É causado pela estase do leite associada ao aumento da vascularização e edema linfático. Se não tratado, pode levar à redução da produção de leite por feedback negativo (FIL - Fator de Inibição da Lactação) ou evoluir para mastite. A base do tratamento é o esvaziamento eficaz da mama. A 'livre demanda' é essencial, mas se a mama estiver muito tensa, a intervenção do profissional para ensinar a ordenha manual e a técnica de pega (boca bem aberta, lábios evertidos, queixo encostado na mama) é o que garante a continuidade do aleitamento materno exclusivo, conforme recomendado pela OMS.
No ingurgitamento mamário, a mama fica tão tensa e a aréola tão esticada que o bebê não consegue abocanhá-la corretamente, resultando em uma pega superficial e dolorosa. A ordenha manual de alívio retira o excesso de leite da região retroareolar, tornando o tecido mais macio e flexível, o que permite que o lactente realize uma pega profunda, abocanhando não apenas o mamilo, mas grande parte da aréola.
O ingurgitamento é um processo fisiológico exacerbado de acúmulo de leite e edema, geralmente bilateral, com mamas pesadas e quentes, mas sem sinais sistêmicos graves. A mastite é um processo inflamatório/infeccioso, geralmente unilateral, apresentando uma área de eritema bem definida, dor intensa e frequentemente associada a febre alta (>38,5°C) e mal-estar geral (prostração).
O uso de sutiã com alças largas e boa sustentação é recomendado para manter as mamas suspensas e alinhadas. Isso ajuda a reduzir a dor por gravidade e pode auxiliar na drenagem linfática e venosa, diminuindo o edema tecidual. O sutiã não deve ser apertado a ponto de comprimir os ductos, mas sim oferecer suporte firme para o peso adicional das mamas ingurgitadas.
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