SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2022
Laura nasceu há 10 dias e vem em sua primeira consulta de puericultura. A mãe, Júlia, realizou o pré-natal de sua primeira filha na unidade básica sem que houvesse qualquer intercorrência gestacional. Parto vaginal, Apgar 9 no primeiro minuto, sem complicações perinatais ou puerperais. Júlia está preocupada, pois acredita que sua bebê perdeu peso desde o nascimento. Informa aleitamento materno exclusivo em horários regulares. Além disso, sente as mamas pesadas e doloridas, tornando as mamadas desconfortáveis. Ao exame, Julia está afebril, as mamas encontram-se simétricas, algo edemaciadas, com eritema discreto. Os mamilos achatados e tensos protraem à compressão da aréola, com pouco leite drenado à ordenha manual. Sem lesões cutâneas. Laura está ativa e reativa, eutrófica com ganho de peso esperado para o período e demais parâmetros do exame clínico dentro da normalidade. Além de verificar a pega, você deve orientar:
Ingurgitamento mamário → sutiã sustentação, livre demanda, compressas mornas, ordenha pré-mamada e esvaziamento pós-mamada, analgesia.
O ingurgitamento mamário é comum no puerpério e pode dificultar a amamentação. A conduta visa aliviar a dor, reduzir o edema e facilitar a pega, mantendo o aleitamento materno exclusivo e a livre demanda. A ordenha antes e após a mamada é crucial para esvaziar a mama e protrair o mamilo.
O ingurgitamento mamário é uma condição comum e dolorosa que afeta muitas puérperas, geralmente entre o 3º e o 5º dia pós-parto, quando a produção de leite aumenta. É caracterizado pelo acúmulo excessivo de leite e fluidos nos tecidos mamários, causando edema, dor e mamas endurecidas. Sua importância clínica reside no potencial de dificultar a amamentação, levar ao desmame precoce e aumentar o risco de complicações como mastite. A fisiopatologia envolve a estase láctea e o edema vascular e linfático. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas da mãe e no exame físico das mamas. Deve-se suspeitar quando a mãe relata dor, mamas pesadas e edemaciadas, e o bebê tem dificuldade em pegar a mama devido à tensão da aréola e achatamento do mamilo. O tratamento visa aliviar os sintomas e manter o aleitamento. Inclui medidas como uso de sutiã de boa sustentação, amamentação em livre demanda, aplicação de compressas mornas antes das mamadas para facilitar o fluxo e compressas frias após para reduzir o edema, ordenha manual da aréola antes da mamada para protrair o mamilo e esvaziamento completo das mamas após as mamadas. A analgesia é importante para o conforto da mãe. O prognóstico é bom com manejo adequado, permitindo a continuidade do aleitamento materno.
O ingurgitamento mamário se manifesta com mamas pesadas, edemaciadas, doloridas, com eritema discreto e mamilos achatados, dificultando a pega do bebê.
A conduta inclui uso de sutiã de boa sustentação, amamentação em livre demanda, compressas mornas, ordenha manual da aréola antes da mamada e esvaziamento manual das mamas após, além de analgesia.
A ordenha manual antes da mamada ajuda a protrair o mamilo e amolecer a aréola, facilitando a pega do bebê. Após a mamada, o esvaziamento completo da mama previne a estase e a piora do ingurgitamento.
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