FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Para evitar a ocorrência de inguinodinia, durante a realização de uma herniorrafia pelo reparo anterior, o cirurgião deve evitar a transecção ou retenção de quais nervos?
Inguinodinia pós-herniorrafia → lesão dos nervos ileoinguinal, ileohipogástrico e ramo genital do genitofemoral.
A inguinodinia crônica, ou dor inguinal persistente após herniorrafia, é uma complicação comum e debilitante. Ela é frequentemente causada pela lesão (transecção, compressão ou aprisionamento) dos nervos que inervam a região inguinal, principalmente o nervo ileoinguinal, o nervo ileohipogástrico e o ramo genital do nervo genitofemoral.
A herniorrafia inguinal é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, mas pode ser complicada pela inguinodinia crônica, uma dor persistente na região inguinal que afeta a qualidade de vida dos pacientes. A principal causa dessa complicação é a lesão (transecção, compressão, aprisionamento ou inflamação) dos nervos que inervam a região inguinal. É crucial que o cirurgião tenha um conhecimento anatômico detalhado para evitar tais lesões. Os nervos mais comumente envolvidos na inguinodinia são o nervo ileoinguinal, o nervo ileohipogástrico e o ramo genital do nervo genitofemoral. O nervo ileoinguinal e o ileohipogástrico emergem do plexo lombar e correm entre os músculos oblíquo interno e transverso do abdome, tornando-se superficiais na região inguinal. O ramo genital do nervo genitofemoral perfura o músculo psoas e desce junto aos vasos espermáticos no cordão espermático (homens) ou ligamento redondo (mulheres). A identificação e preservação desses nervos são passos fundamentais para prevenir a dor neuropática pós-operatória. Para minimizar o risco de inguinodinia, o cirurgião deve realizar uma dissecção cuidadosa, identificar visualmente os nervos sempre que possível, evitar a inclusão de nervos em suturas ou grampos da tela e considerar técnicas de neurectomia profilática em casos selecionados. A compreensão da variação anatômica desses nervos também é importante. O manejo da inguinodinia estabelecida pode ser desafiador, envolvendo desde tratamentos conservadores (analgésicos, fisioterapia) até intervenções mais invasivas (bloqueios nervosos, neurectomia).
Os sintomas incluem dor persistente ou crônica na região inguinal, que pode ser neuropática (queimação, choque, formigamento), irradiar para a coxa ou genitália, e piorar com movimentos ou pressão local.
A prevenção envolve a identificação cuidadosa e a preservação dos nervos ileoinguinal, ileohipogástrico e ramo genital do genitofemoral durante a dissecção, evitando sua inclusão em suturas ou grampos da tela, e utilizando técnicas minimamente invasivas quando apropriado.
O nervo genitofemoral se divide em ramo femoral (sensitivo para a coxa) e ramo genital (motor para o músculo cremaster e sensitivo para a genitália). A lesão do ramo genital pode causar dor e alterações sensitivas na bolsa escrotal/grandes lábios e face medial da coxa.
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