FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
A inguinodinia é caracterizada por dor persistente após hernioplastia inguinal que dura:
Inguinodinia = dor persistente > 3 meses após hernioplastia inguinal, impactando qualidade de vida.
A inguinodinia, ou dor crônica pós-hernioplastia inguinal, é uma complicação significativa definida pela persistência da dor na região inguinal por mais de 3 meses após a cirurgia. Essa dor pode ser neuropática, nociceptiva ou mista, e frequentemente impacta a qualidade de vida do paciente, exigindo manejo multidisciplinar.
A inguinodinia, também conhecida como dor crônica pós-hernioplastia inguinal, é uma complicação debilitante que afeta uma parcela significativa dos pacientes submetidos à correção de hérnia inguinal. É definida pela persistência da dor na região inguinal por um período superior a 3 meses após a cirurgia, com um impacto negativo na qualidade de vida do paciente. A incidência varia, mas pode chegar a 10-12% dos casos, sendo um desafio tanto diagnóstico quanto terapêutico. A fisiopatologia da inguinodinia é complexa e multifatorial, envolvendo principalmente a lesão ou aprisionamento de nervos da região inguinal (nervos ilio-hipogástrico, ilioinguinal e ramo genital do nervo genitofemoral) durante a dissecção ou fixação da tela. Outras causas incluem a reação inflamatória crônica à tela protética, formação de neuromas, isquemia tecidual ou até mesmo fatores psicossociais. A dor pode ser caracterizada como neuropática (queimação, choque, dormência), nociceptiva (puxão, peso) ou uma combinação de ambas. O manejo da inguinodinia é desafiador e frequentemente requer uma abordagem multidisciplinar. Inicialmente, o tratamento é conservador, com analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia e bloqueios nervosos locais. Em casos refratários, opções cirúrgicas como a neurectomia seletiva dos nervos afetados ou a remoção da tela podem ser consideradas, embora com resultados variáveis. É fundamental que residentes de cirurgia estejam cientes dessa complicação para um adequado aconselhamento pré-operatório e manejo pós-operatório.
A inguinodinia pode ser causada por lesão ou aprisionamento de nervos inguinais (ilio-hipogástrico, ilioinguinal, genitofemoral) durante a cirurgia, reação inflamatória à tela, formação de neuroma ou isquemia tecidual.
Fatores de risco incluem dor pré-operatória, cirurgia aberta (vs. laparoscópica), idade jovem, sexo feminino, técnica cirúrgica (fixação da tela) e ansiedade/depressão.
O tratamento é multifacetado, começando com manejo conservador (analgésicos, fisioterapia, bloqueios nervosos). Em casos refratários, pode-se considerar a neurectomia seletiva ou até a exploração cirúrgica para remoção da tela ou neuroma.
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