FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Sobre dor inguinal crônica, conceituada como dor persistente por mais de 3-6 meses após cirurgia de hérnia. Essa dor crônica também é conhecida como:
Dor inguinal crônica > 3-6 meses pós-herniorrafia = Inguinodinia.
A dor inguinal crônica é uma complicação comum após cirurgias de hérnia, definida como dor persistente por mais de 3 a 6 meses. O termo médico específico para essa condição é inguinodinia, que reflete a natureza dolorosa na região inguinal.
A dor inguinal crônica, ou inguinodinia, é uma complicação que afeta uma parcela significativa dos pacientes submetidos a herniorrafias, com incidência variando de 5% a 10%. É definida como dor persistente na região inguinal por um período superior a 3 a 6 meses após a cirurgia. Essa condição pode impactar severamente a qualidade de vida do paciente, limitando atividades diárias e profissionais. A fisiopatologia da inguinodinia é multifatorial, envolvendo principalmente lesão ou aprisionamento de nervos da região (ilio-hipogástrico, ilioinguinal e ramo genital do nervo genitofemoral) durante a dissecção ou fixação da tela. Outros fatores incluem a resposta inflamatória à tela protésica, formação de neuromas, isquemia tecidual e fatores psicossociais. O diagnóstico é clínico, baseado na história de dor persistente após a cirurgia e na exclusão de outras causas de dor inguinal. O tratamento da inguinodinia é desafiador e deve ser individualizado. Inicialmente, medidas conservadoras como analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides, gabapentina ou pregabalina, e fisioterapia podem ser tentadas. Bloqueios nervosos com anestésicos locais e corticosteroides são opções terapêuticas. Em casos refratários e incapacitantes, a abordagem cirúrgica, como a neurectomia dos nervos afetados ou a remoção da tela, pode ser considerada, embora com resultados variáveis.
A inguinodinia é definida como dor persistente na região inguinal por mais de 3 a 6 meses após uma cirurgia de hérnia, sendo uma complicação significativa.
As causas incluem lesão ou aprisionamento de nervos (ilio-hipogástrico, ilioinguinal, genitofemoral) durante a cirurgia, reação inflamatória à tela, ou formação de neuromas.
O tratamento é complexo e pode incluir analgésicos, anti-inflamatórios, bloqueios nervosos, fisioterapia e, em casos refratários, cirurgia para neurectomia ou remoção da tela.
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