Lesões Cáusticas Esofágicas: Sintomas e Complicações Respiratórias

HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa incorreta com relação aos sintomas das lesões cáusticas do esôfago:

Alternativas

  1. A) Durante a primeira fase, os pacientes podem queixar-se de dor oral e subesternal, hiperssalivação, odinofagia e disfagia, hematêmese e vômito.
  2. B) Durante a fase 2, os sintomas podem desaparecer e apenas a disfagia reaparecer quando a fibrose e a cicatrização começam a estreitar o esôfago durante toda a fase 3.
  3. C) Dor na região dorsal e no tórax indicam uma perfuração do esôfago mediastinal, enquanto dor abdominal pode indicar perfuração de víscera abdominal.
  4. D) Sintomas de angústia respiratória, como rouquidão, estridor e dispneia, sugerem edema das vias aéreas superiores e são geralmente piores com a ingestão de álcalis.

Pérola Clínica

Ingestão cáustica: edema de vias aéreas superiores é emergência, podendo ocorrer com ácidos e álcalis, exigindo avaliação imediata.

Resumo-Chave

A ingestão de substâncias cáusticas pode levar a edema grave das vias aéreas superiores, manifestando-se como rouquidão, estridor e dispneia. Esta é uma complicação potencialmente fatal que requer intubação precoce. Embora álcalis causem necrose por liquefação e maior penetração, ácidos também podem provocar lesões graves e comprometimento respiratório significativo.

Contexto Educacional

A ingestão de substâncias cáusticas é uma emergência médica grave, com alto potencial de morbidade e mortalidade. As lesões resultantes no esôfago e trato gastrointestinal dependem do tipo, concentração e volume da substância, além do tempo de contato. É crucial que residentes compreendam a fisiopatologia e o manejo agudo. Os sintomas iniciais incluem dor oral e retroesternal, disfagia, odinofagia, hiperssalivação e, em casos graves, hematêmese ou vômitos. Uma complicação temida é o comprometimento das vias aéreas superiores devido ao edema da laringe e faringe, manifestando-se como rouquidão, estridor e dispneia, que pode ser fatal e requer intubação precoce. Embora álcalis sejam classicamente associados a lesões esofágicas mais profundas e extensas devido à necrose por liquefação, ácidos também podem causar danos significativos e comprometimento respiratório grave, seja por edema direto ou por aspiração. A avaliação endoscópica precoce é fundamental para estadiamento da lesão e planejamento terapêutico, enquanto a monitorização respiratória é prioritária.

Perguntas Frequentes

Quais são as fases clínicas das lesões cáusticas do esôfago?

As lesões cáusticas do esôfago geralmente progridem em três fases: fase aguda (dor, disfagia, odinofagia), fase latente (melhora aparente dos sintomas) e fase crônica (formação de estenoses e disfagia progressiva).

Como diferenciar a ingestão de ácidos da de álcalis em termos de lesão?

Álcalis causam necrose por liquefação, penetrando mais profundamente e causando lesões mais extensas no esôfago. Ácidos causam necrose por coagulação, tendendo a ser mais superficiais no esôfago, mas com maior dano gástrico.

Quais sinais indicam uma perfuração esofágica após ingestão cáustica?

Sinais de perfuração incluem dor torácica ou dorsal intensa e súbita, crepitação subcutânea (enfisema subcutâneo), febre, taquicardia, hipotensão e sinais de sepse, exigindo intervenção cirúrgica imediata.

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