HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2024
Daniel, um menino de 3 anos, foi levado ao pronto-socorro após engolir uma moeda. Seus pais estão visivelmente preocupados. Baseado na ingestão de corpos estranhos em pediatria, o que é mais apropriado a se considerar?
Moedas ingeridas por crianças geralmente passam espontaneamente, mas monitoramento é crucial para sinais de obstrução.
A ingestão de moedas é comum em crianças. Embora a maioria passe espontaneamente pelo trato gastrointestinal, é fundamental avaliar a localização (esôfago vs. estômago/intestino) e monitorar o paciente para sinais de obstrução ou perfuração, que são raras, mas graves.
A ingestão de corpos estranhos é uma ocorrência comum na pediatria, sendo as moedas os objetos mais frequentemente engolidos por crianças pequenas, geralmente entre 6 meses e 3 anos de idade. A curiosidade natural e a exploração oral são fatores predisponentes. Embora a maioria dos casos seja benigna, a preocupação dos pais é justificada devido ao risco de complicações. O diagnóstico inicial envolve uma história detalhada e radiografias simples para localizar o objeto. A localização é crucial: moedas no esôfago requerem remoção endoscópica urgente devido ao risco de erosão, perfuração ou formação de fístulas. No entanto, se a moeda já passou para o estômago, a probabilidade de passagem espontânea pelo trato gastrointestinal é muito alta, chegando a 80-90%. O manejo de moedas no estômago ou intestino, em crianças assintomáticas, é geralmente conservador, com observação e acompanhamento radiográfico para confirmar a progressão. Laxantes não são recomendados, pois não aceleram a passagem e podem causar efeitos adversos. A intervenção cirúrgica ou endoscópica torna-se necessária apenas em casos de obstrução, perfuração, sintomas persistentes ou falha na progressão após um período prolongado. A educação dos pais sobre prevenção é fundamental.
Sinais de alerta incluem dificuldade para engolir, salivação excessiva, vômitos, dor torácica ou abdominal, tosse, dificuldade respiratória e febre. Estes podem indicar obstrução esofágica ou outras complicações.
A remoção é necessária se a moeda estiver alojada no esôfago, se for uma bateria tipo botão, se houver sinais de obstrução ou perfuração, ou se a moeda não progredir após um período de observação no estômago (geralmente 3-4 semanas).
A conduta inicial envolve a obtenção de radiografias para localizar a moeda. Se estiver no esôfago, a remoção endoscópica é geralmente indicada. Se estiver no estômago e a criança assintomática, a observação é a conduta mais comum.
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