UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Quanto a ingestão de corpo estranho na urgência pediátrica, é correto afirmar que:I. Os principais corpos estranhos ingeridos, segundo várias publicações, são as moedas, seguido por baterias, objetos perfurocortantes e ímãs.II. Esofagites cáusticas, estenoses e perfurações esofágicas, mediastinites, fístulas traque esofágicas, fístulas para grandes vasos e óbito são algumas das complicações se as baterias ingeridas não forem removidas em até seis horas após sua ingesta.III. Os objetos pontiagudos são responsáveis por 10%-13% dos casos de ingestão de corpos estranhos e incluem palitos, ossos, vidros, alfinetes, agulhas etc. Sua importância está no alto risco de complicação por perfuração, migração extra luminal, abscesso, peritonite, formação de fístula, apendicite, penetração em órgãos como fígado, vesícula, coração e pulmões, hérnia umbilical encarcerada, ruptura de artéria carótida, fístula aorta esofágica e morte.IV. Em crianças menores ou caso a ingestão não tenha sido presenciada, alguns sinais e sintomas podem sugerir o diagnóstico, como por exemplo uma criança que estava bem e subitamente passou a apresentar disfagia, odinofagia, sialorreia, recusa alimentar, vômitos, saliva com sangue, hematêmese, dor retroesternal, torácica ou abdominal.V. Radiografias simples cervicais, torácicas e abdominais em AP e perfil permitem visualização de CE radiopacos em todo o trato digestório e podem demonstrar sinais de perfuração ou mediastinite, sendo de extrema importância para se diferenciar ingesta de moedas ou de bateria. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
Ingestão de CE em crianças: baterias são emergências (remoção <6h), objetos pontiagudos alto risco perfuração, moedas comuns.
A ingestão de corpos estranhos em crianças é uma emergência pediátrica comum, com moedas, baterias e objetos pontiagudos entre os mais frequentes. Baterias de disco exigem remoção urgente (<6h) devido ao risco de lesões cáusticas graves. Sinais e sintomas podem ser inespecíficos, e radiografias simples são cruciais para corpos radiopacos e sinais de complicação.
A ingestão de corpo estranho é uma ocorrência comum na urgência pediátrica, representando um desafio diagnóstico e terapêutico. A maioria dos casos envolve crianças pequenas, que exploram o ambiente colocando objetos na boca. Os corpos estranhos mais frequentemente ingeridos incluem moedas, baterias de disco, ímãs e objetos pontiagudos, cada um com riscos e abordagens específicas. As baterias de disco são particularmente perigosas, pois podem causar lesões cáusticas graves, estenoses, perfurações esofágicas e até fístulas em poucas horas devido à descarga elétrica e à liquefação tecidual. A remoção urgente, idealmente em até seis horas, é imperativa. Objetos pontiagudos, como agulhas ou ossos, também apresentam alto risco de perfuração e complicações sérias, exigindo vigilância e, frequentemente, intervenção. O diagnóstico baseia-se na história clínica (se disponível), nos sinais e sintomas (disfagia, sialorreia, dor) e, crucialmente, em exames de imagem. Radiografias simples em múltiplas projeções são a primeira linha para corpos radiopacos, permitindo a localização e a diferenciação entre moedas e baterias (pelo "sinal do halo" da bateria). Para residentes, o reconhecimento rápido, a estratificação de risco e a conduta adequada são fundamentais para prevenir complicações graves e garantir um bom prognóstico.
Baterias de disco e objetos pontiagudos são os mais perigosos. Baterias podem causar lesões cáusticas e perfurações em poucas horas, enquanto objetos pontiagudos têm alto risco de perfuração e migração extraluminal.
Em crianças menores, que não verbalizam, a suspeita surge com disfagia súbita, odinofagia, sialorreia, recusa alimentar, vômitos, saliva com sangue, hematêmese ou dor retroesternal/abdominal.
Radiografias simples (cervical, torácica, abdominal em AP e perfil) são essenciais para localizar corpos estranhos radiopacos, diferenciar moedas de baterias (pelo halo duplo da bateria) e identificar sinais de perfuração ou mediastinite.
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