IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024
Você atende na emergência o pré-escolar Otto de 2 anos e 6 meses de vida. O acompanhante relata que há 30 minutos percebeu que o mesmo tinha algo na boca e quando a abriu para retirá-lo, percebeu que o menor já o havia deglutido. Está muito preocupado pois não sabe o que o menor ingeriu.Você solicita radiografias de tórax, região cervical e abdome e percebe que no tórax há um objeto radiopaco arredondado na linha media (no PA) e linear retrocardíaco (no perfil) que se localiza logo acima do diafragma. Na imagem também e possível observar o sinal do duplo halo. A conduta mais correta nesse caso seria:
Pilha tipo botão no esôfago (sinal do duplo halo) → EDA emergencial para evitar necrose e perfuração.
A ingestão de pilha tipo botão é uma emergência médica pediátrica devido ao risco rápido de necrose de liquefação e perfuração esofágica. O sinal do duplo halo na radiografia é patognomônico, e a conduta é a remoção endoscópica imediata.
A ingestão de corpos estranhos é uma ocorrência comum na pediatria, e a identificação rápida do tipo de objeto e sua localização é crucial para um manejo adequado. Entre os corpos estranhos, a pilha tipo botão (bateria de lítio) é particularmente perigosa devido ao seu potencial de causar lesões graves e rápidas no trato gastrointestinal, especialmente no esôfago, onde pode ficar impactada. O mecanismo de lesão envolve a geração de corrente elétrica e a liberação de substâncias alcalinas, que resultam em necrose de liquefação da mucosa esofágica. Radiograficamente, a pilha tipo botão pode ser diferenciada de moedas pelo 'sinal do duplo halo' (ou 'double-rim sign' / 'step-off sign' no perfil), que corresponde ao invólucro da bateria. A localização mais comum de impactação é no esôfago superior, mas pode ocorrer em qualquer ponto, como no caso descrito, logo acima do diafragma. A conduta para a ingestão de pilha tipo botão no esôfago é uma emergência absoluta, exigindo a remoção por endoscopia digestiva alta o mais rápido possível, idealmente dentro de 2 horas da ingestão, para minimizar o risco de complicações como perfuração, mediastinite, fístulas e estenoses. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente essa condição e acionar a equipe de endoscopia de urgência.
Na radiografia, uma pilha tipo botão no esôfago aparece como um objeto radiopaco arredondado, com o característico 'sinal do duplo halo' (ou degrau duplo no perfil), que a diferencia de moedas, e geralmente se localiza na linha média no PA e retrocardíaco no perfil.
A pilha tipo botão causa dano tecidual rápido e grave devido à corrente elétrica gerada e à liberação de hidróxido de sódio, levando a necrose de liquefação, perfuração esofágica, fístulas traqueoesofágicas e outras complicações graves em poucas horas.
Após a suspeita clínica e confirmação radiográfica, se for uma pilha tipo botão, a conduta é a remoção endoscópica digestiva alta em caráter emergencial (idealmente em menos de 2 horas) para prevenir lesões irreversíveis.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo