UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2021
Menino, 2 a, é levado ao pronto-socorro com história de um episódio de vômito após engasgo enquanto brincava sem supervisão. No momento assintomático. Última mamadeira de 200 ml de leite há duas horas. O acompanhante acredita que faltam peças do brinquedo e que a criança pode ter ingerido algo. Radiograma de tórax:A CONDUTA É:
Criança com suspeita de corpo estranho esofágico → Endoscopia digestiva alta de emergência.
A ingestão de corpo estranho em crianças é uma emergência pediátrica. Se houver suspeita de corpo estranho impactado no esôfago, mesmo que a criança esteja assintomática no momento, a endoscopia digestiva alta de emergência é a conduta correta para evitar complicações graves como perfuração, estenose ou necrose.
A ingestão de corpo estranho é uma ocorrência comum na pediatria, especialmente em crianças pequenas que exploram o ambiente oralmente. A suspeita de ingestão, especialmente após um episódio de engasgo e com a crença de que peças de brinquedo estão faltando, exige investigação imediata. Quando um corpo estranho está impactado no esôfago, mesmo que a criança esteja assintomática no momento da avaliação, a conduta é a remoção por endoscopia digestiva alta de emergência. O esôfago é uma estrutura delicada e a impactação prolongada pode levar a complicações graves como perfuração, necrose da parede esofágica, mediastinite, formação de fístulas ou estenoses. A radiografia de tórax é útil para localizar objetos radiopacos, mas a ausência de sintomas ou a estabilidade clínica não excluem a necessidade de intervenção urgente em caso de impactação esofágica. A endoscopia permite a visualização direta e a remoção segura do objeto.
Sinais de alerta incluem engasgos, tosse persistente, dificuldade para engolir, sialorreia, vômitos, dor torácica ou abdominal, e recusa alimentar.
Corpos estranhos impactados no esôfago podem causar lesões graves como perfuração, necrose, fístulas ou estenoses em poucas horas, exigindo remoção urgente para prevenir complicações.
Baterias tipo botão, ímãs e objetos pontiagudos são particularmente perigosos devido ao risco de lesões químicas, perfuração e fístulas.
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