DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024
Assinale a alternativa que apresenta um paciente que pode receber alta do prontosocorro sem a realização de EDA:
Moeda no estômago assintomática em criança > 1 ano → observação, não necessita EDA imediata.
O manejo da ingestão de corpo estranho em crianças depende do tipo de objeto, sua localização e a presença de sintomas. Objetos rombos e pequenos no estômago de crianças assintomáticas geralmente podem ser observados, enquanto baterias, objetos pontiagudos ou sintomas exigem intervenção.
A ingestão de corpos estranhos é uma ocorrência comum na pediatria, sendo uma das principais causas de visitas a prontos-socorros. A maioria dos objetos ingeridos por crianças passa espontaneamente pelo trato gastrointestinal sem intercorrências. No entanto, o manejo adequado é crucial para identificar e intervir em casos de alto risco, prevenindo complicações graves como perfuração, obstrução ou lesões por cáusticos. A conduta depende de fatores como o tipo de objeto (rombo, pontiagudo, bateria, ímã), sua localização (esôfago, estômago, intestino) e a presença de sintomas. Baterias tipo botão no esôfago ou estômago, objetos pontiagudos em qualquer localização, ímãs múltiplos e qualquer objeto causando obstrução ou sintomas (vômitos, dor, disfagia) requerem remoção endoscópica urgente. Objetos rombos (como moedas) no esôfago também exigem remoção. Para objetos rombos e pequenos (ex: moedas) no estômago de crianças assintomáticas, especialmente se maiores de 1 ano, a observação por 24-48 horas é frequentemente a conduta inicial, com acompanhamento radiográfico para verificar a progressão. A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o método preferencial para remoção de corpos estranhos no trato gastrointestinal superior quando indicada, devendo ser realizada por equipe experiente em pediatria.
Baterias tipo botão (pelo risco de necrose por liquefação), objetos pontiagudos ou cortantes, ímãs múltiplos, e qualquer objeto que cause obstrução ou sintomas graves.
Objetos rombos e pequenos (como moedas) no estômago de crianças assintomáticas, especialmente se maiores de 1 ano, podem ser observados por até 24-48 horas, pois a maioria progride espontaneamente.
Alfinetes ou outros objetos pontiagudos no jejuno apresentam alto risco de perfuração intestinal, exigindo remoção endoscópica ou cirúrgica, dependendo da localização e da progressão.
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