USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Criança de 4 anos ingeriu um prego por volta das 14 horas. Foi atendida em Unidade de Pronto Atendimento e submetida à radiografia simples (vide figura). Em seguida, foi encaminhada com o exame para tratamento definitivo em hospital terciário, onde foi admitida assintomática às 22 horas. Qual a próxima conduta?
Ingestão de corpo estranho metálico em criança assintomática: repetir RX em 12-24h para avaliar progressão.
Em crianças assintomáticas após ingestão de corpo estranho metálico, a conduta inicial é observar e repetir a radiografia para confirmar a progressão do objeto. A endoscopia de urgência é reservada para objetos pontiagudos ou impactados no esôfago, ou para pacientes sintomáticos.
A ingestão de corpo estranho é uma ocorrência comum na pediatria, especialmente em crianças pequenas, e pode variar de objetos inofensivos a itens que representam risco de perfuração, obstrução ou toxicidade. A identificação precoce e a conduta adequada são cruciais para prevenir complicações graves. O diagnóstico inicial envolve a história clínica e, para objetos radiopacos, a radiografia simples. A localização do objeto (esôfago, estômago, intestino) e a presença de sintomas guiam a conduta. Objetos pontiagudos ou baterias tipo botão requerem atenção especial devido ao risco de lesão tecidual. Para objetos metálicos não pontiagudos que já passaram do esôfago e o paciente está assintomático, a conduta é geralmente expectante, com observação e radiografias seriadas (a cada 12-24 horas) para monitorar a progressão. A maioria desses objetos progride espontaneamente. A endoscopia é reservada para casos específicos, como impactação esofágica, objetos perigosos ou sintomas.
A endoscopia é indicada para objetos impactados no esôfago, objetos pontiagudos ou cortantes no estômago, baterias tipo botão em qualquer localização, ou pacientes sintomáticos com sinais de complicação.
A radiografia simples é crucial para localizar objetos radiopacos, determinar seu formato e tamanho, e monitorar sua progressão através do trato gastrointestinal, auxiliando na decisão da conduta.
Sinais de alarme incluem dor abdominal, vômitos persistentes, disfagia, sialorreia, febre, sangramento gastrointestinal, tosse, estridor ou sinais de obstrução intestinal.
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