Corpo Estranho em Pediatria: Diagnóstico e Conduta de Emergência

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024

Enunciado

A ingestão de corpo estranho ocorre predominantemente na faixa etária pediátrica, entre os quais 75% ocorrem abaixo dos 5 anos de vida. Trata-se, geralmente, de um evento acidental e envolve objetos comuns encontrados no ambiente doméstico. Sobre a ingestão de corpos estranhos em pediatria, analise as afirmativas e assinale V. (verdadeiro) ou F (falso).I. Os objetos mais comumente ingeridos são as baterias.II. Objetos pontiagudos localizados no estômago serão eliminados em 48 horas e não necessitam de endoscopia digestiva alta de emergência.III. Sialorreia é indicação de endoscopia digestiva alta de emergência.IV. Deve-se passar sonda nasogástrica em pacientes com impactação alimentar. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas

  1. A) V-V-F-F
  2. B) F-V-V-V
  3. C) F-F-V-F
  4. D) V-V-V-V
  5. E) F-V-F-F

Pérola Clínica

Sialorreia em criança com CE → EDA de emergência. Objetos pontiagudos no estômago = EDA. Baterias são perigosas, não as mais comuns.

Resumo-Chave

A ingestão de corpo estranho é comum em pediatria. Sialorreia é um sinal de alerta para obstrução esofágica, indicando endoscopia de emergência. Objetos pontiagudos no estômago, ao contrário de objetos rombos, não devem ser observados e requerem remoção endoscópica imediata devido ao alto risco de perfuração. Baterias de botão são extremamente perigosas, mas moedas são os objetos mais comumente ingeridos.

Contexto Educacional

A ingestão de corpo estranho é uma emergência pediátrica frequente, com a maioria dos casos ocorrendo em crianças menores de 5 anos. Embora moedas sejam os objetos mais comumente ingeridos, as baterias de botão representam um risco significativamente maior devido ao potencial de causar lesões graves e rápidas por queimadura química e elétrica. A avaliação inicial deve focar na localização do objeto e na presença de sintomas obstrutivos ou de risco. Sintomas como sialorreia, disfagia, dor retroesternal ou recusa alimentar são indicativos de impactação esofágica e demandam endoscopia digestiva alta de emergência. Objetos pontiagudos, independentemente da localização (esôfago ou estômago), também exigem remoção endoscópica urgente devido ao risco elevado de perfuração. A conduta expectante é reservada para objetos rombos que já passaram do esôfago para o estômago, com acompanhamento radiológico. É crucial que residentes saibam diferenciar as situações que exigem intervenção imediata daquelas que permitem observação. A passagem de sonda nasogástrica em casos de impactação alimentar ou corpo estranho é contraindicada, pois pode empurrar o objeto ou causar lesões adicionais. O manejo adequado e rápido é essencial para prevenir complicações graves e garantir um bom prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os objetos mais comumente ingeridos por crianças e qual o mais perigoso?

Os objetos mais comumente ingeridos por crianças são as moedas. No entanto, as baterias de botão são consideradas as mais perigosas devido ao risco de queimaduras químicas e perfuração rápida do esôfago, mesmo em poucas horas, exigindo remoção urgente.

Quando a sialorreia indica uma endoscopia digestiva alta de emergência em caso de ingestão de corpo estranho?

A sialorreia (excesso de salivação) em uma criança que ingeriu um corpo estranho é um sinal de alerta de obstrução esofágica completa ou quase completa. Nesses casos, a endoscopia digestiva alta de emergência é indicada para remover o objeto e prevenir complicações graves como perfuração ou necrose esofágica.

Qual a conduta para objetos pontiagudos localizados no estômago de uma criança?

Objetos pontiagudos localizados no estômago de uma criança não devem ser observados e requerem remoção endoscópica digestiva alta de emergência. Ao contrário de objetos rombos, há um alto risco de perfuração gástrica ou intestinal se o objeto progredir, justificando a intervenção imediata.

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