HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Das alternativas abaixo qual NÃO se enquadra nas patologias do esôfago:
Pilhas/baterias no estômago e pacotes de cocaína geralmente NÃO requerem remoção imediata, exceto se sintomáticos ou grandes.
A remoção urgente de pilhas/baterias é mandatória se estiverem no esôfago devido ao risco de lesão cáustica. No estômago, a conduta é expectante se assintomático e pequeno. Pacotes de cocaína requerem vigilância, mas a remoção endoscópica é contraindicada pelo risco de ruptura e overdose.
As patologias do esôfago abrangem um vasto espectro de condições, desde a ingestão de corpos estranhos até doenças motoras e neoplásicas. A ingestão de corpos estranhos é uma emergência comum, especialmente em crianças, mas também em adultos. A avaliação inicial deve incluir radiografias simples para identificar objetos radiopacos e descartar perfurações. A remoção urgente é indicada para objetos impactados no esôfago que causam sintomas significativos ou para pilhas/baterias, que podem causar lesões cáusticas graves. A conduta para corpos estranhos varia conforme o tipo e localização. Pilhas e baterias no esôfago exigem remoção imediata. No estômago, se assintomáticas e pequenas, podem ser observadas. Pacotes de drogas (body packers) são um desafio, e a remoção endoscópica é geralmente contraindicada devido ao risco de ruptura e overdose fatal; o manejo é conservador com observação e laxantes. A acalasia, uma doença motora do esôfago, é caracterizada pela falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse do corpo esofágico, sendo tratada cirurgicamente com cardiomiotomia de Heller, frequentemente associada a fundoplicatura. Urgências oncológicas no câncer de esôfago, como sangramentos, perfurações ou obstruções, requerem manejo paliativo inicial, raramente cirurgia definitiva. É crucial para o residente diferenciar as abordagens terapêuticas e os riscos associados a cada patologia esofágica, garantindo a segurança e o melhor desfecho para o paciente.
A remoção é urgente na presença de sintomas respiratórios, sialorreia, incapacidade de deglutir, ou se o corpo estranho for uma pilha/bateria, um objeto pontiagudo ou um pacote de droga.
Se a pilha ou bateria já alcançou o estômago e o paciente está assintomático, a conduta inicial pode ser expectante com monitoramento, pois a maioria passa espontaneamente. A remoção endoscópica é indicada se houver sintomas, retenção prolongada ou tamanho grande.
A cardiomiotomia de Heller (anterior), frequentemente associada a uma fundoplicatura parcial (como Dor ou Toupet) para prevenir refluxo gastroesofágico, é a prática mais utilizada para o tratamento da acalasia e megaesôfagos não avançados.
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