UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Menino, 3 anos ingeriu prego há 1 dia. Criança está assintomática. Radiograma: A CONDUTA É:
Criança assintomática + corpo estranho pontiagudo no TGI distal → Observação domiciliar e monitoramento de fezes.
A maioria dos corpos estranhos ingeridos por crianças, mesmo pontiagudos como pregos, passa espontaneamente pelo trato gastrointestinal se o paciente estiver assintomático e o objeto já tiver ultrapassado o esôfago. A observação clínica e o monitoramento da eliminação nas fezes são a conduta inicial.
A ingestão de corpos estranhos é uma ocorrência comum na pediatria. A conduta depende do tipo de objeto, localização, tamanho e presença de sintomas. No caso de um menino de 3 anos que ingeriu um prego há 1 dia e está assintomático, e o radiograma confirma que o objeto já ultrapassou o esôfago (implícito, pois a questão não menciona impactação esofágica e a conduta é observação), a maioria dos objetos, mesmo pontiagudos, consegue passar pelo trato gastrointestinal sem intercorrências. A observação clínica domiciliar, com monitoramento da eliminação nas fezes, é a conduta mais apropriada para corpos estranhos que já passaram do esôfago e o paciente está assintomático. Os pais devem ser orientados sobre os sinais de alerta (dor abdominal, vômitos, febre, sangramento nas fezes) que indicariam a necessidade de retorno ao hospital. Radiografias de controle podem ser realizadas se houver preocupação com a progressão ou desenvolvimento de sintomas. Procedimentos como trânsito intestinal (A) não são a conduta inicial, mas podem ser usados para monitorar a progressão. Colonoscopia (B) seria uma intervenção muito invasiva e tardia para um corpo estranho que provavelmente será eliminado. Observação hospitalar com clister glicerinado (D) é excessiva e desnecessária para um paciente assintomático, e o clister não acelera significativamente a eliminação de um objeto no intestino delgado. A chave é a ausência de sintomas e a localização do objeto já no trato gastrointestinal distal ao esôfago.
Intervenção é necessária se o corpo estranho estiver impactado no esôfago, se for uma bateria tipo botão, se houver sintomas obstrutivos ou perfurativos, ou se o objeto não progredir após um período de observação.
Embora a maioria passe sem intercorrências, há risco de perfuração intestinal, obstrução ou impactação, especialmente em locais de estreitamento fisiológico ou patológico.
Os pais devem ser instruídos a observar as fezes da criança diariamente. Em caso de dor abdominal, vômitos, febre ou sangramento nas fezes, a criança deve retornar imediatamente ao hospital.
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