AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
A ingestão de substâncias cáusticas em pediatria é responsável por signifîcativa sobrecarga nos recursos de cuidados de saúde. As sequelas são esofagite, necrose, perfuração e estenose.Sobre esta situação assinale a alternativa correta.
Ingestão cáustica pediátrica → EDA em sintomáticos; ausência de lesão oral NÃO exclui lesão esofágica.
A endoscopia digestiva alta é fundamental para avaliar a extensão das lesões esofágicas e gástricas após ingestão de cáusticos em crianças sintomáticas, pois a ausência de lesões orofaríngeas não garante a ausência de lesões internas. Lavagem gástrica e vômito são contraindicados pelo risco de reexposição e perfuração.
A ingestão acidental de substâncias cáusticas é uma emergência pediátrica grave, com potencial para causar lesões devastadoras no trato gastrointestinal superior, incluindo esofagite, necrose, perfuração e estenose. A maioria dos casos ocorre em crianças pequenas, que exploram o ambiente e podem confundir produtos de limpeza com bebidas. O conhecimento do manejo adequado é essencial para minimizar as sequelas. Substâncias alcalinas (como produtos de limpeza de forno, desentupidores) tendem a causar necrose por liquefação, que é mais profunda e progressiva, enquanto substâncias ácidas (como limpadores de vaso sanitário, removedores de ferrugem) causam necrose por coagulação, que geralmente é mais superficial. Contudo, ambas podem ser extremamente perigosas. É um erro comum acreditar que a ausência de lesões na orofaringe exclui lesões esofágicas significativas, pois a passagem rápida do cáustico pode poupar a boca e faringe, mas lesionar gravemente o esôfago. No atendimento inicial, é crucial não induzir vômito, não realizar lavagem gástrica e não tentar neutralizar o cáustico, pois essas ações podem agravar as lesões. A endoscopia digestiva alta é recomendada em todas as crianças sintomáticas para avaliar a extensão das lesões e guiar o tratamento. O manejo subsequente pode envolver suporte nutricional, dilatações esofágicas para estenoses e, em casos graves, cirurgia.
A EDA é crucial para avaliar a extensão e profundidade das lesões esofágicas e gástricas, que não podem ser inferidas apenas pela presença ou ausência de lesões orofaríngeas. Ela guia o prognóstico e o plano de tratamento.
São contraindicados a lavagem gástrica, a indução de vômito e a neutralização com outras substâncias. Essas medidas podem causar reexposição da mucosa ao cáustico, aumentar o risco de perfuração e agravar as lesões.
As substâncias alcalinas são geralmente mais graves, pois causam necrose por liquefação, que progride em profundidade e pode atingir todas as camadas da parede esofágica. As ácidas causam necrose por coagulação, que tende a ser mais superficial.
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