SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Paciente de 2 anos de idade é levada pela mãe ao hospital com relato de aumento de salivação subitamente, não conseguindo deglutir. A mãe relata que quadro iniciou há, aproximadamente, 1 hora após deixar a paciente sozinha na sala por alguns minutos, afirmando que antes a paciente estava bem. Foi realizada uma radiografia de tórax, obtendo-se a seguinte imagem.Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta o corpo estranho ingerido pela paciente e a conduta a ser adotada nessa situação.
Criança com disfagia/sialorreia súbita + imagem de bateria no esôfago → endoscopia de urgência imediata.
A ingestão de bateria tipo botão no esôfago é uma emergência pediátrica grave. A bateria pode causar necrose por liquefação e perfuração esofágica em poucas horas devido à descarga elétrica e liberação de substâncias alcalinas. A remoção endoscópica deve ser realizada o mais rápido possível.
A ingestão de corpos estranhos é um evento comum na pediatria, e o esôfago é o local mais frequente de impactação. Entre os corpos estranhos, a bateria tipo botão representa uma emergência médica grave e potencialmente fatal. Crianças pequenas, especialmente entre 6 meses e 3 anos, são as mais afetadas devido à sua curiosidade e tendência a explorar objetos com a boca. Os sintomas podem ser inespecíficos, como aumento súbito da salivação, disfagia, vômitos ou recusa alimentar, o que exige alta suspeição. A gravidade da ingestão de bateria tipo botão no esôfago reside no rápido desenvolvimento de lesões. A bateria, ao ficar impactada, gera uma corrente elétrica que hidrolisa a água dos tecidos, produzindo hidróxido de sódio. Este processo causa necrose por liquefação, que pode levar à perfuração esofágica, fístulas traqueoesofágicas, estenoses e até hemorragias maciças em poucas horas. A identificação radiográfica é crucial; a bateria pode ser diferenciada de uma moeda pelo "sinal do duplo anel" ou "halo" na incidência frontal. A conduta para a ingestão de bateria tipo botão no esôfago é a remoção endoscópica de urgência, que deve ser realizada o mais rápido possível, idealmente em menos de 2 horas após a ingestão, para minimizar o dano tecidual. O tempo é um fator crítico para o prognóstico. Após a remoção, é essencial avaliar a extensão da lesão e monitorar o paciente para complicações tardias, como estenoses esofágicas, que podem exigir intervenções adicionais. A educação dos pais sobre os perigos desses objetos é fundamental para a prevenção.
Os sintomas comuns incluem disfagia (dificuldade para engolir), sialorreia (aumento da salivação), vômitos, dor torácica ou abdominal, e recusa alimentar. Em lactentes, irritabilidade e tosse podem ser os únicos sinais.
A bateria tipo botão pode causar lesões graves e rápidas no esôfago devido à descarga elétrica e à liberação de hidróxido de sódio, que provoca necrose por liquefação, perfuração e fístulas em poucas horas.
Na radiografia, a bateria tipo botão geralmente apresenta um "halo" ou "duplo anel" na visão frontal, devido à sua estrutura interna, enquanto a moeda é homogênea. Na visão lateral, a bateria pode ter uma borda mais fina e um centro mais espesso.
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