SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Uma criança de 5 anos é levada pelos pais ao pronto-socorro por ter engolido uma bateria de relógio. Está totalmente estável. A saturação de oxigênio está adequada, a criança tem salivação maior que o normal e queixa-se de dor em região retroesternal. Alimentou-se cerca de 15 minutos antes do incidente. Fez a radiografia mostrada a seguir. Conduta mais adequada:
Bateria de relógio no esôfago de criança = EMERGÊNCIA! → remoção endoscópica URGENTE.
A ingestão de bateria de relógio alojada no esôfago é uma emergência médica devido ao risco de lesão cáustica grave e perfuração. A remoção endoscópica deve ser realizada o mais rápido possível, preferencialmente sob intubação para proteção das vias aéreas.
A ingestão de corpos estranhos é um evento comum na pediatria, e a ingestão de baterias de relógio (pilhas tipo botão) representa uma emergência médica particular. A epidemiologia mostra que crianças pequenas são as mais afetadas. A importância clínica reside no potencial de lesões graves e rápidas. A fisiopatologia da lesão por bateria de relógio no esôfago é multifatorial: a corrente elétrica gera hidróxido de sódio na mucosa, causando necrose por liquefação; a pressão mecânica e a liberação de metais pesados também contribuem. Os sintomas incluem dor retroesternal, disfagia, salivação excessiva e vômitos. O diagnóstico é feito pela história clínica e confirmado por radiografia simples, que localiza a bateria. A conduta é a remoção endoscópica de emergência, sem atrasos para jejum prolongado. A intubação orotraqueal é frequentemente necessária para proteger as vias aéreas, especialmente se a criança comeu recentemente ou apresenta salivação abundante. O prognóstico depende da rapidez da remoção e da extensão da lesão, com risco de estenoses e outras complicações graves.
A bateria pode liberar corrente elétrica e substâncias alcalinas, causando necrose por liquefação, perfuração esofágica, fístulas e estenoses em poucas horas.
A intubação protege as vias aéreas contra aspiração de secreções ou conteúdo gástrico durante o procedimento, especialmente em crianças com salivação excessiva ou que comeram recentemente.
As complicações incluem perfuração esofágica, mediastinite, fístula traqueoesofágica, estenose esofágica e até mesmo morte.
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