FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Pré-escolar, sexo masculino, 2anos, é trazido à emergência por seus pais que acham que ele engoliu uma bateria de telefone celular há uma hora, mas não têm certeza do fato. Exame físico: sinais vitais estáveis, sem sinais de sofrimento respiratório. Rx de tórax: bateria de 20mm alojada no esôfago. Nesse caso, a conduta indicada é:
Bateria de botão alojada no esôfago de criança → remoção endoscópica de emergência imediata.
A ingestão de baterias de botão é uma emergência pediátrica devido ao risco rápido de lesão esofágica grave (necrose, perfuração) por descarga elétrica, liberação de substâncias cáusticas e pressão. A remoção endoscópica deve ser realizada o mais rápido possível, idealmente em menos de 2 horas.
A ingestão de corpos estranhos é comum na pediatria, mas a ingestão de baterias de botão (pilhas tipo moeda) é uma emergência médica particular devido ao seu alto potencial de causar lesões graves e rápidas. Pré-escolares são o grupo de maior risco. A bateria pode ficar alojada no esôfago, que é o local mais perigoso devido à sua anatomia e proximidade com estruturas vitais. A fisiopatologia da lesão esofágica por bateria de botão é multifatorial. O contato da bateria com a mucosa úmida gera uma corrente elétrica que hidrolisa a água, produzindo hidróxido de sódio ou potássio, que causa necrose por liquefação. Além disso, a pressão mecânica e a liberação de substâncias tóxicas do invólucro da bateria contribuem para a lesão tecidual. Essas lesões podem progredir rapidamente de esofagite para necrose, perfuração e formação de fístulas em poucas horas. A conduta diante de uma bateria de botão alojada no esôfago é a remoção endoscópica de emergência. Não se deve tentar induzir vômito, administrar bário ou óleo mineral, pois isso pode agravar a lesão ou deslocar a bateria para locais de difícil acesso. A radiografia de tórax é essencial para confirmar a localização e o tipo do objeto. A remoção deve ser realizada o mais rápido possível, idealmente dentro de duas horas, para minimizar o risco de complicações graves e potencialmente fatais.
Baterias de botão podem causar lesões graves e rápidas no esôfago devido à descarga elétrica, liberação de hidróxido e pressão, levando a necrose, perfuração e fístulas em poucas horas.
A remoção deve ser feita o mais rápido possível, idealmente dentro de 2 horas após a ingestão, para minimizar o risco de lesões graves.
As complicações incluem esofagite, estenose esofágica, perfuração esofágica, fístula traqueoesofágica, mediastinite e hemorragia grave.
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