HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Uma criança em fase pré-escolar, do sexo masculino e com 3 anos de idade, estava brincando com um dispositivo eletrônico e reclamou para a babá, que estava cuidando da casa, que “engoliu um pedaço do brinquedo”. A babá encontrou aberto o dispositivo onde fica a bateria. Na chegada ao pronto atendimento (após 30 minutos do acidente), foi realizada uma radiografia que evidenciou em topografia de esôfago uma imagem arredondada com “duplo halo” em duas incidências. A última refeição da criança havia sido há cerca de 1 hora e ela aponta para seu pescoço evidenciando algum desconforto pela presença do corpo estranho.Assinale a conduta mais adequada.
Bateria de botão no esôfago (criança) → remoção endoscópica IMEDIATA (emergência!).
A ingestão de bateria de botão é uma emergência pediátrica devido ao risco de lesão esofágica grave por necrose de liquefação, perfuração e fístulas. A imagem de "duplo halo" na radiografia é patognomônica e a remoção endoscópica deve ser realizada o mais rápido possível, independentemente do jejum.
A ingestão de corpos estranhos é uma ocorrência comum na pediatria, mas a ingestão de baterias de botão representa uma emergência médica de alto risco. Essas pequenas baterias, presentes em diversos dispositivos eletrônicos, podem causar lesões graves e rápidas quando alojadas no esôfago, devido à descarga elétrica e à liberação de hidróxido de sódio ou potássio, que induzem necrose de liquefação. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela história de ingestão e confirmado por radiografia, que pode revelar o característico "sinal do duplo halo" ou "degrau", diferenciando-a de uma moeda. Uma vez identificada no esôfago, a remoção endoscópica deve ser realizada de forma imediata, sem atrasos para jejum, devido à rápida progressão da lesão tecidual. O tempo é um fator crítico; lesões significativas podem ocorrer em apenas duas horas. A conduta expectante ou a tentativa de medidas conservadoras são contraindicadas. Após a remoção, é essencial avaliar a extensão da lesão esofágica e planejar o acompanhamento para prevenir e tratar complicações como estenoses ou fístulas.
A bateria de botão pode causar necrose de liquefação rápida na mucosa esofágica devido à geração de corrente elétrica e liberação de hidróxido, levando a perfuração, fístulas e estenoses em poucas horas.
A radiografia pode evidenciar uma imagem arredondada com o "sinal do duplo halo" ou "degrau", que é a borda da bateria e o invólucro externo, distinguindo-a de uma moeda.
As complicações incluem perfuração esofágica, fístula traqueoesofágica, mediastinite, hemorragia grave e estenose esofágica, exigindo intervenções complexas.
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