Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Escolar, sexo feminino, com 7 anos de idade, com histórico de asma bem controlada com uso de corticosteroide inalatório em baixa dose, é trazida ao pronto-socorro com febre de 38,5 °C, tosse, dor de garganta, mialgia e fadiga há um dia. A mãe relata que a criança tem estado mais cansada e com dificuldade para realizar suas atividades diárias habituais. Ela recebeu a vacina contra a gripe no ano. Durante o exame físico, a menina apresenta desconforto respiratório leve, sem sibilos audíveis à ausculta pulmonar. Os sinais vitais são estáveis, sem sinais de desidratação ou dificuldade respiratória significativa. Considerando a apresentação clínica dessa criança, qual é a conduta mais apropriada para o manejo deste caso?
Asma (mesmo controlada) + Síndrome Gripal → Iniciar Oseltamivir precocemente.
Pacientes com condições crônicas, como asma, têm alto risco de complicações por Influenza. O tratamento antiviral deve ser iniciado preferencialmente em até 48h, independentemente do status vacinal.
A influenza em pacientes com asma pode desencadear crises graves de broncoespasmo e pneumonia secundária. O CDC e o Ministério da Saúde recomendam o uso de inibidores da neuraminidase para todos os pacientes de grupos de risco, o que inclui qualquer grau de asma, visando reduzir a morbidade. O diagnóstico clínico de síndrome gripal (febre, tosse, mialgia) em períodos de circulação viral é suficiente para iniciar a terapia em grupos vulneráveis. O oseltamivir age impedindo a liberação de novos vírus das células infectadas, limitando a propagação da infecção no trato respiratório.
A asma, independentemente do nível de controle, é considerada um fator de risco para complicações graves da influenza, como pneumonia e exacerbações graves do broncoespasmo. O tratamento antiviral reduz o risco de hospitalização e a duração dos sintomas nesses pacientes.
O benefício máximo do oseltamivir ocorre quando iniciado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. No entanto, em pacientes de alto risco ou com quadros graves, o tratamento pode ser iniciado mesmo após esse período.
Não. Embora a vacina reduza significativamente o risco de doença grave, sua eficácia não é de 100%. Se um paciente de grupo de risco (como asmáticos) apresenta sintomas compatíveis com síndrome gripal, o tratamento deve ser instituído.
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