Gripe em Gestantes de Alto Risco: Manejo e Oseltamivir

PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 37 anos, G3 PN2 A0, IG 26 semanas, asmática, procura a UPA com queixa de febre, cefaleia, mal estar geral, coriza e tosse seca há 1 dia. Ela conta que na 2ª gestação precisou ser internada em função de um quadro gripal, pois evoluiu com critérios de gravidade. Na gravidez atual não teve nenhuma crise asmática, afirma que vem fazendo tratamento de manutenção regularmente, com Budesonida e Formoterol. Ao exame físico: Temperatura axilar 38,5ºC, FC 98 bpm, FR 24 irpm, ausculta pulmonar com som claro, sem sibilos ou ruídos adventícios, ausculta cardíaca normal. Exame obstétrico normal. Qual das seguintes estratégias reduz o risco de evolução desfavorável?

Alternativas

  1. A) Observar evolução nas próximas 24h, se houver persistência da febre internar.
  2. B) Internar e iniciar inalação com soro fisiológico e corticóide (Beclometasona) de 12/12h.
  3. C) Prescrever oseltamivir 75mg de 12/12 h por 5 dias e manter acompanhamento ambulatorial.
  4. D) Iniciar uso de Loratadina 10 mg de 12/12h por 7 dias e manter acompanhamento ambulatorial

Pérola Clínica

Gestante com sintomas gripais e fatores de risco (asma, gravidez anterior grave) → iniciar Oseltamivir precoce.

Resumo-Chave

Gestantes com sintomas de gripe, especialmente aquelas com comorbidades como asma ou histórico de doença grave em gestação anterior, são consideradas de alto risco para complicações. Nesses casos, a terapia antiviral com oseltamivir deve ser iniciada o mais rápido possível, independentemente do tempo de sintomas, para reduzir o risco de evolução desfavorável.

Contexto Educacional

A influenza em gestantes é uma preocupação significativa na saúde pública, pois a gravidez é um fator de risco independente para o desenvolvimento de formas graves da doença, incluindo pneumonia e insuficiência respiratória. As alterações imunológicas e fisiológicas da gestação tornam essas pacientes mais vulneráveis a complicações, exigindo atenção especial. A paciente do caso apresenta múltiplos fatores de risco para evolução desfavorável: gestação (26 semanas), asma e histórico de internação por gripe em gestação anterior. O diagnóstico de influenza é clínico, baseado nos sintomas respiratórios agudos e febre. A suspeita deve ser alta em períodos de circulação viral. A estratégia mais eficaz para reduzir o risco de evolução desfavorável em gestantes de alto risco com influenza é o início precoce do tratamento antiviral com oseltamivir, idealmente nas primeiras 48 horas, mas pode ser benéfico mesmo após esse período. A dose recomendada é de 75mg de 12/12h por 5 dias. A internação é reservada para casos com sinais de gravidade ou complicações.

Perguntas Frequentes

Por que gestantes são consideradas grupo de risco para influenza?

Gestantes possuem alterações fisiológicas no sistema imunológico, respiratório e cardiovascular que as tornam mais suscetíveis a complicações graves da influenza, como pneumonia e insuficiência respiratória.

Quando o tratamento antiviral com oseltamivir é indicado para gestantes?

O oseltamivir é indicado para todas as gestantes com suspeita ou confirmação de influenza, independentemente do tempo de início dos sintomas, devido ao risco aumentado de complicações.

Quais são os principais fatores de risco para complicações da influenza em gestantes?

Além da própria gestação, fatores como asma, doenças cardíacas, diabetes, obesidade mórbida e histórico de doença grave em gestação anterior aumentam significativamente o risco de complicações.

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