Histopatologia das Doenças Inflamatórias e Neoplásicas da Órbita

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Assinale a alternativa que melhor correlaciona as características histopatológicas com os respectivos quadros inflamatórios orbitários: I. Proliferação linfoide monoclonal II. Vasculite com necrose focal. III. infiltrado celular polimórfico. IV. Proliferação linfoide policlonal. A. Poliangeite com granulomatose. B. Linfoma. C. Hiperplasia reacional benigna. D. Inflamação orbitária idiopática.

Alternativas

  1. A) I: A; II: D; III: C; IV: B.
  2. B) I: B; II: A; III: D; IV: C.
  3. C) I: C; II: B; III: A; IV: D.
  4. D) I: D; II: C; III: B; IV: A.

Pérola Clínica

Monoclonal = Linfoma; Policlonal = Hiperplasia; Vasculite = Granulomatose; Polimórfico = Idiopática.

Resumo-Chave

A diferenciação histopatológica das massas orbitárias baseia-se na clonalidade linfoide e na presença de vasculite ou infiltrados polimórficos para distinguir entre neoplasias e processos inflamatórios.

Contexto Educacional

O estudo das patologias orbitárias exige uma integração entre clínica, imagem e histopatologia. Enquanto processos como a Inflamação Orbitária Idiopática são diagnósticos de exclusão com infiltrado polimórfico, o Linfoma é a neoplasia maligna mais comum da órbita no idoso, exigindo imuno-histoquímica para confirmar a monoclonalidade. A Granulomatose com Poliangeíte (antiga Wegener) deve ser suspeitada em casos de vasculite necrosante, sendo uma emergência reumatológica e oftalmológica potencial.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença histológica entre linfoma e hiperplasia linfoide reacional?

A principal diferença reside na clonalidade das células linfoides. O linfoma orbitário caracteriza-se por uma proliferação monoclonal (geralmente de células B), indicando malignidade. Já a hiperplasia linfoide reacional benigna apresenta uma proliferação policlonal, refletindo uma resposta inflamatória ou imunológica organizada, mas não neoplásica.

Como se caracteriza a inflamação orbitária idiopática na patologia?

Também conhecida como pseudotumor orbitário, caracteriza-se por um infiltrado celular polimórfico, composto por linfócitos, plasmócitos, macrófagos e, por vezes, eosinófilos, frequentemente acompanhado de fibrose estromal, sem evidência de infecção ou doença sistêmica específica.

Quais achados sugerem Granulomatose com Poliangeíte na órbita?

O diagnóstico histopatológico é sugerido pela presença de vasculite (inflamação da parede dos vasos), necrose focal (frequentemente geográfica) e inflamação granulomatosa. Clinicamente, pode se manifestar como massas orbitárias bilaterais e está frequentemente associada ao marcador c-ANCA positivo.

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