HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Mulher de 35 anos de idade, apresentando como comorbidades obesidade grau 1, HAS e estado pré-diabético. O casal já tem um filho, nascido de parto vaginal há 10 anos. A paciente não teve nenhuma outra gestação. Interrompeu o uso de contraceptivo hormonal para engravidar há 3 anos, mas sem sucesso. Menciona atualmente ciclos menstruais oligomenorréicos, chegando eventualmente a atrasar até 4 meses o fluxo menstrual. Nenhuma investigação foi ainda realizada. Sobre este caso, é correto afirmar que:
Mulher < 35a, oligomenorreia + obesidade + infertilidade → alta suspeita de SOP e fator ovulatório.
A oligomenorreia em uma paciente com obesidade e infertilidade secundária sugere fortemente um fator ovulatório, como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A investigação da infertilidade é sempre conjugal, incluindo espermograma para o parceiro. A ultrassonografia transvaginal é crucial para avaliar a morfologia ovariana e a reserva folicular.
A infertilidade secundária, definida como a incapacidade de conceber após uma gestação prévia, afeta uma parcela significativa dos casais. A investigação deve ser abrangente, considerando fatores femininos, masculinos e conjugais. A história clínica detalhada, incluindo padrão menstrual, comorbidades e histórico reprodutivo, é fundamental para direcionar a investigação. A oligomenorreia, especialmente em pacientes com obesidade e comorbidades metabólicas como hipertensão e pré-diabetes, é um forte indicativo de disfunção ovulatória, sendo a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) uma das causas mais comuns. A avaliação inicial deve incluir exames hormonais (FSH, LH, Estradiol, Prolactina, TSH, Androgênios), ultrassonografia transvaginal para contagem de folículos antrais e morfologia ovariana, e espermograma para o parceiro, pois a infertilidade é uma condição conjugal. O tratamento da infertilidade secundária depende da causa identificada. Em casos de disfunção ovulatória associada à obesidade, a modificação do estilo de vida com perda de peso pode restaurar a ovulação espontânea. A indução da ovulação com medicamentos como citrato de clomifeno ou letrozol, ou técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro (FIV), podem ser necessárias. O manejo das comorbidades como HAS e pré-diabetes é crucial para a saúde geral da paciente e para otimizar os resultados reprodutivos.
Os primeiros passos incluem a avaliação do fator ovulatório (história menstrual, dosagens hormonais), avaliação da reserva ovariana (AMH, contagem de folículos antrais), e sempre a avaliação do parceiro com espermograma.
A obesidade e a resistência à insulina (estado pré-diabético) estão fortemente associadas à disfunção ovulatória, como na Síndrome dos Ovários Policísticos, impactando negativamente a qualidade dos óvulos e a receptividade endometrial.
A ultrassonografia transvaginal é essencial para avaliar a morfologia uterina e ovariana, detectar patologias como miomas ou pólipos, e realizar a contagem de folículos antrais, um marcador da reserva ovariana.
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