UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Paciente de 28 anos, nulípara, com parceiro de 40 anos, sem prole anterior, casados há 2 anos, tendo suspenso contraceptivo injetável mensal há 8 meses, e desde então, tenta engravidar sem sucesso, ficando ansiosa. Em seu exame geral, apresenta-se emagrecida (IMC=17) e no exame ginecológico apenas dor à mobilização do colo uterino. Neste caso, na avaliação inicial deste casal, NÃO se recomenda:
Infertilidade: <35 anos, investigar após 12 meses; >35 anos, investigar após 6 meses de tentativas.
A paciente de 28 anos está tentando engravidar há 8 meses, o que não preenche o critério de 12 meses para iniciar uma investigação invasiva como a histerossalpingografia. A conduta inicial deve focar em fatores modificáveis e exames menos invasivos.
A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e desprotegidas para mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses para mulheres com 35 anos ou mais. É um problema que afeta cerca de 15% dos casais e tem causas multifatoriais, envolvendo fatores femininos, masculinos e combinados. A abordagem inicial deve ser abrangente e individualizada, focando na identificação e correção de fatores de risco modificáveis antes de procedimentos mais invasivos. A ansiedade associada à dificuldade de engravidar também deve ser abordada, oferecendo suporte psicológico ao casal. O diagnóstico da infertilidade envolve uma série de exames para ambos os parceiros. Para a mulher, a avaliação inclui a reserva ovariana, a função ovulatória, a permeabilidade tubária e a integridade uterina. Exames como dosagens hormonais, ultrassonografia transvaginal e, em fases posteriores, a histerossalpingografia, são fundamentais. Para o homem, o espermograma é o exame principal. É crucial que a investigação siga uma sequência lógica, começando pelos métodos menos invasivos e mais custo-efetivos. O tratamento da infertilidade varia conforme a causa identificada, podendo incluir desde mudanças no estilo de vida (como correção do IMC, cessação de tabagismo e álcool) e indução da ovulação, até técnicas de reprodução assistida como fertilização in vitro. A suplementação com ácido fólico é uma recomendação universal para todas as mulheres em idade fértil que desejam engravidar, visando a prevenção de defeitos do tubo neural. A conduta correta na avaliação inicial é essencial para otimizar os resultados e evitar intervenções desnecessárias.
Casais com mulher abaixo de 35 anos devem procurar após 12 meses de tentativas sem sucesso. Se a mulher tiver 35 anos ou mais, a investigação deve começar após 6 meses de tentativas.
A avaliação inicial inclui histórico detalhado, exame físico, dosagens hormonais (LH, FSH, TSH, prolactina), ultrassonografia pélvica e, se indicado, espermograma do parceiro.
Tanto o baixo peso (IMC < 18,5) quanto o sobrepeso/obesidade (IMC > 25) podem afetar a ovulação e a qualidade dos óvulos, impactando negativamente a fertilidade e aumentando o risco de complicações gestacionais.
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