IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Paciente de 39 anos, com infertilidade primária há 4 anos. Qual dos seguintes exames não deve ser solicitado como investigação básica inicial?
Laparoscopia não é exame básico inicial para infertilidade; é invasivo e para casos selecionados.
A investigação inicial da infertilidade deve ser minimamente invasiva e abranger os fatores masculino, ovulatório e tubário/uterino. A laparoscopia é um procedimento cirúrgico e só é indicada após a falha da investigação básica ou quando há forte suspeita de patologias como endometriose ou aderências pélvicas.
A infertilidade primária, definida como a incapacidade de conceber após 12 meses de relações sexuais desprotegidas em mulheres com menos de 35 anos, ou 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais, afeta uma parcela significativa da população. A investigação inicial deve ser sistemática e abrangente, visando identificar os fatores masculino, ovulatório, tubário e uterino, que são as principais causas de infertilidade. O objetivo é utilizar métodos diagnósticos eficazes e minimamente invasivos antes de considerar abordagens mais complexas. Os exames básicos incluem o espermograma para o parceiro, que avalia a qualidade e quantidade dos espermatozoides. Para a mulher, a avaliação da ovulação é feita por dosagens hormonais (FSH, LH, estradiol, prolactina, TSH) e ultrassom endovaginal para monitorar o ciclo e avaliar a anatomia uterina e ovariana. A histerossalpingografia é essencial para verificar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina, sendo um exame crucial para detectar obstruções ou anomalias. Nesse contexto, a laparoscopia diagnóstica não se enquadra como um exame de investigação básica inicial. Por ser um procedimento cirúrgico invasivo, com riscos inerentes, é reservada para situações específicas, como quando há forte suspeita de endometriose, doença inflamatória pélvica prévia com risco de aderências, ou quando a investigação não invasiva falhou em identificar a causa da infertilidade. A abordagem racional e escalonada da investigação é fundamental para otimizar o diagnóstico e o plano terapêutico, evitando procedimentos desnecessários.
A investigação básica da infertilidade abrange a avaliação do fator masculino (espermograma), do fator ovulatório (dosagens hormonais, ultrassom seriado) e do fator tubário/uterino (histerossalpingografia, ultrassom endovaginal). Esses exames fornecem um panorama inicial completo.
A laparoscopia diagnóstica é indicada em casos de infertilidade quando a investigação básica é inconclusiva, há suspeita de endometriose, aderências pélvicas, miomas subserosos ou outras patologias que não podem ser diagnosticadas por métodos menos invasivos, ou após falha de tratamentos empíricos.
A dosagem de FSH no terceiro dia do ciclo menstrual é um marcador importante da reserva ovariana. Níveis elevados de FSH podem indicar uma baixa reserva ovariana, o que tem implicações prognósticas e terapêuticas para a paciente com infertilidade.
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