FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Paciente de 32 anos procura ambulatório especializado referindo dificuldade para engravidar. Ao exame ginecológico nada foi constatado de anormal. Foi solicitado um ultrassom pélvico e transvaginal que revelou conteúdo sólido de 1,5 cm na cavidade uterina, sugestivo de pólipo ou mioma submucoso. A próxima conduta é:
Pólipo/mioma submucoso + infertilidade → Histeroscopia para exérese da lesão.
Lesões intracavitárias como pólipos endometriais ou miomas submucosos podem ser causa de infertilidade, pois alteram o ambiente uterino e a implantação embrionária. A histeroscopia é o método padrão-ouro para diagnóstico e tratamento dessas lesões, permitindo a exérese e melhorando as chances de gravidez.
A infertilidade é um desafio complexo que afeta muitos casais, e a investigação de suas causas é multifacetada. Entre os fatores femininos, as alterações uterinas, como pólipos endometriais e miomas submucosos, são causas importantes de dificuldade para engravidar, pois podem comprometer a implantação do embrião e a manutenção da gestação. O diagnóstico dessas lesões geralmente é feito por ultrassonografia pélvica e transvaginal, que pode sugerir a presença de conteúdo sólido na cavidade uterina. No entanto, o padrão-ouro para a confirmação diagnóstica e, principalmente, para o tratamento, é a histeroscopia. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina e a exérese da lesão, seja ela um pólipo ou um mioma submucoso, de forma minimamente invasiva. A conduta de encaminhar para histeroscopia cirúrgica é a mais adequada, pois a remoção da lesão intracavitária pode restaurar a anatomia uterina e melhorar significativamente as chances de concepção. Tentar tratamentos hormonais ou indução da ovulação sem resolver a causa mecânica subjacente seria ineficaz e atrasaria o manejo adequado da infertilidade.
Pólipos e miomas submucosos podem interferir na implantação embrionária, alterar a receptividade endometrial, causar inflamação local ou obstruir as tubas uterinas, dificultando a gravidez.
A histeroscopia é essencial para diagnosticar e remover lesões intracavitárias como pólipos e miomas submucosos, restaurando a anatomia uterina e melhorando as chances de concepção e gestação bem-sucedida.
A histerectomia é a remoção do útero e não é indicada para tratamento de pólipos ou miomas submucosos em pacientes que desejam engravidar, sendo uma opção para casos específicos de patologia uterina grave sem desejo de prole.
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