Infertilidade Tubária: Quando Indicar Fertilização In Vitro (FIV)?

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Um casal de 32 anos tenta engravidar há seis meses, sem obter sucesso. Durante a avaliação da infertilidade, a mulher apresenta ciclos menstruais regulares e tubas obstruídas, na histerossalpingografia. Tem como relato, infecção de clamídia não tratada há 3 anos, enquanto o exame do parceiro revela um espermograma normal. Com base nos relatos, qual é a próxima etapa no tratamento?

Alternativas

  1. A) Aguardar engravidar por mais seis meses.
  2. B) Iniciar tratamento com indutor de ovulação.
  3. C) Encaminhar para fertilização in vitro.
  4. D) Realizar cirurgia para desobstrução tubária.

Pérola Clínica

Obstrução tubária bilateral por clamídia + infertilidade → Fertilização in vitro (FIV) é a melhor conduta.

Resumo-Chave

Em casos de infertilidade com fator tubário bilateral comprovado, como obstrução por sequela de clamídia, a fertilização in vitro (FIV) é a opção mais eficaz. A cirurgia de desobstrução tem baixas taxas de sucesso e alto risco de gravidez ectópica.

Contexto Educacional

A infertilidade é definida como a incapacidade de um casal conceber após 12 meses de relações sexuais regulares e desprotegidas em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. O fator tubário é responsável por cerca de 25-35% dos casos de infertilidade feminina, sendo as infecções pélvicas, como a causada por Chlamydia trachomatis, uma das principais etiologias. A clamídia pode levar à salpingite, formação de aderências e hidrossalpinge, resultando em obstrução tubária bilateral. O diagnóstico de obstrução tubária é classicamente feito pela histerossalpingografia (HSG), que permite visualizar a patência das tubas e a morfologia uterina. Em casos de obstrução bilateral, a fertilização in vitro (FIV) é a conduta de escolha. A FIV consiste na fertilização dos óvulos com espermatozoides em laboratório e posterior transferência dos embriões para o útero, contornando a necessidade de tubas funcionais. Embora a cirurgia de desobstrução tubária (salpingostomia ou neosalpingostomia) possa ser considerada em casos selecionados de obstrução distal unilateral ou aderências leves, suas taxas de sucesso são geralmente baixas, e o risco de gravidez ectópica é elevado, especialmente em casos de hidrossalpinge ou doença tubária extensa. Portanto, para obstrução bilateral, a FIV oferece as melhores chances de gravidez e é a abordagem mais custo-efetiva a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de infertilidade por fator tubário?

As principais causas incluem infecções pélvicas, como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, endometriose, cirurgias abdominais prévias e aderências pélvicas, que podem levar à obstrução ou disfunção das tubas uterinas.

Por que a fertilização in vitro é a melhor opção para obstrução tubária bilateral?

A FIV contorna o problema da obstrução tubária, permitindo a fertilização dos óvulos fora do corpo e a posterior transferência dos embriões diretamente para o útero, resultando em taxas de sucesso significativamente maiores do que a cirurgia de reparo tubário.

Qual o papel da histerossalpingografia na investigação da infertilidade?

A histerossalpingografia é um exame radiológico que avalia a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina. É fundamental para identificar obstruções tubárias, hidrossalpinge e outras anomalias uterinas que podem causar infertilidade.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo