PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024
Mulher, 45 anos de idade, vem em consulta ginecológica com queixa de dificuldade para engravidar há um ano. Nega comorbidades. Nuligesta. Marido, 36 anos de idade, sem comorbidades e sem filhos de relacionamentos anteriores. Realizado espermograma que evidenciou oligoastenozoospermia. Ultrassonografia de bolsa escrotal evidenciou varicocele.A oligoastenozoospermia identificada no exame, evidencia a alteração
Oligoastenozoospermia = ↓ Concentração + ↓ Motilidade dos espermatozoides.
A oligoastenozoospermia reflete prejuízos simultâneos na contagem total/concentração e na capacidade de deslocamento dos espermatozoides, sendo a varicocele uma causa comum tratável.
A análise seminal segue os critérios da OMS (6ª edição, 2021). A oligoastenozoospermia é um achado frequente na investigação do casal infértil, onde o fator masculino contribui em cerca de 50% dos casos. A identificação de varicocele ao exame físico ou ultrassonográfico é crucial, pois a correção cirúrgica pode melhorar significativamente esses parâmetros. No contexto de provas, é essencial dominar os prefixos: 'oligo' (pouco/concentração), 'asteno' (fraco/motilidade) e 'terato' (monstro/morfologia).
A oligozoospermia é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma concentração de espermatozoides inferior a 15 milhões por mililitro de ejaculado ou um número total de espermatozoides inferior a 39 milhões na amostra completa. É um dos parâmetros mais críticos na avaliação da fertilidade masculina, frequentemente associado a varicocele, distúrbios endócrinos ou exposições ambientais que afetam a espermatogênese.
A astenozoospermia refere-se à redução da motilidade espermática, especificamente quando menos de 32% dos espermatozoides apresentam motilidade progressiva. Já a teratozoospermia diz respeito à morfologia, ocorrendo quando menos de 4% dos espermatozoides possuem formas normais segundo os critérios estritos de Kruger. Ambas podem coexistir, mas avaliam aspectos biológicos distintos do sêmen.
A varicocele provoca estase venosa no plexo pampiniforme, levando ao aumento da temperatura escrotal, hipóxia tecidual e acúmulo de metabólitos adrenais e renais. Esse microambiente hostil prejudica a espermatogênese (reduzindo a concentração) e a maturação epididimária (prejudicando a motilidade), resultando no padrão de oligoastenozoospermia observado no espermograma.
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